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Crise no Peru: Aeroportos foram fechados e trem a Machu Picchu está interrompido

Dezenas de turistas estrangeiros e nacionais esperam com suas bagagens em frente ao aeroporto de Cusco

Por Agências
Publicado em 20 de janeiro de 2023 | 16:00
 
 
 
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O Peru manteve fechados nesta sexta-feira (20) os aeroportos das regiões de Cusco e Arequipa, e sem serviço de trens para a cidadela inca de Machu Picchu por conta dos protestos contra a presidente Dina Boluarte, que já somam 45 mortos.

As operações dos terminais aéreos foram suspensas na quinta-feira pelos violentos protestos de centenas de manifestantes. 

Dezenas de turistas estrangeiros e nacionais esperam com suas bagagens, em frente ao aeroporto de Cusco, a sua reabertura para viajar, segundo imagens veiculadas na televisão.

O serviço de trem entre Cusco e Machu Picchu, a principal atração turística do país, está interrompido até segundo aviso, informou a operadora.

Em Lima, brigadas dos bombeiros continuavam trabalhando para apagar o incêndio de um antigo edifício parcialmente desabitado perto da praça San Martín, onde se reúnem centenas de manifestantes.

Além disso, os protestos de quinta-feira dos habitantes das zonas rurais de regiões andinas em Lima deixaram 38 feridos entre policiais e civis, informou o Ministério do Interior.

"Este governo não nos representa, é ilegítimo para o povo aimara, por isso viemos aqui para fazer nossa voz de protesto ser ouvida", disse à AFP Ricardo Mamani, de 47 anos.

"Viajamos por 42 horas desde a região de Puno, estamos exigindo de uma vez por todas que esta senhora [Dina Boluarte] saia do caminho para que o povo esteja em paz", indicou o manifestante aimara.

O Peru vivencia uma onda de intensos protestos desde que o ex-presidente Pedro Castillo foi destituído pelo Congresso em 7 de dezembro. Castillo acabou detido por tentar dar um autogolpe de Estado, com o fechamento do Parlamento e a convocação de um Assembleia Constituinte, entre outras medidas.

A crise também reflete a imensa lacuna que existe entre a capital e as províncias pobres que apoiam Castillo, que é de origem indígena. Os habitantes destas regiões viam sua eleição como uma forma de revanche contra o poder de Lima.

(AFP)

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