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Grandes meios de comunicação desmentem acusações sobre seus fotógrafos em Gaza

Veículos americanos como o The New York Times e a CNN revidaram acusação de Israel

Por Agências
Publicado em 10 de novembro de 2023 | 15:05
 
 
 

Grandes meios de comunicação internacionais negaram energicamente terem tido conhecimento prévio de que o Hamas atacaria Israel em 7 de outubro, depois de acusações contra fotógrafos palestinos em Gaza respaldadas pelo governo israelense

Veículos americanos como o The New York Times e a CNN, assim como as três agências de notícias de nível mundial, AP, Reuters e AFP, emitiram comunicados a respeito. 

A controvérsia surgiu a partir de uma publicação na quarta-feira da organização pró-Israel HonestReporting, que aponta um tratamento que considera desfavorável a Israel na imprensa. 

A HonestReporting insinuou que os fotógrafos palestinos independentes em Gaza, supostamente empregados pela AP, Reuters, CNN e The New York Times, poderiam ter sido alertados com antecedência pelo movimento islamista Hamas sobre o ataque. 

Essas insinuações, amplamente divulgadas nas redes sociais, foram retomadas pelo governo israelense. 

"Esses jornalistas são cúmplices de crimes contra a humanidade; suas ações foram contrárias à ética profissional", opinou na quinta-feira o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na rede social X (antigo Twitter). 

"A agência de segurança interna de Israel anunciou que eliminará todos os participantes dos massacres de 7 de outubro. Os 'fotojornalistas' que participaram da cobertura do ataque serão acrescentados a essa lista", declarou na mesma rede o deputado Danny Danon, membro do Likud, o partido de Netanyahu, e ex-diplomata.

"A Associated Press não tinha conhecimento dos ataques de 7 de outubro antes deles ocorrerem", reagiu a agência AP em um comunicado de quinta-feira. 

“A alegação de que alguém do The New York Times estava ciente dos ataques do Hamas antecipadamente ou acompanhou terroristas do Hamas durante os ataques é falsa e escandalosa”, disse também o jornal americano na quinta-feira, ressaltando que isso “põe em perigo os seus jornalistas no terreno em Israel e em Gaza". 

A AFP, embora não esteja entre os veículos apontados pela HonestReporting, também se pronunciou na quinta-feira. Desde a divulgação de tal comunicado, a agência tem sido acusada nas redes sociais na França. 

"Qualquer acusação de conluio em Gaza entre nossos jornalistas e o Hamas durante o ataque de 7 de outubro é difamatória", declarou o diretor de Informação da AFP, Phil Chetwynd, citado em um comunicado. 

Os fotógrafos da AFP foram acordados pelos ruídos do lançamento de foguetes e artilharia, e correram para as barreiras que separam Gaza de Israel. 

As primeiras fotos foram tiradas mais de uma hora depois do início dos ataques. "Quando chegaram as primeiras fotos, estava claro que já estava sendo gestada uma importante notícia. A cobrimos como cobriríamos qualquer notícia importante", assegurou Chetwynd. 

(AFP)

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