Japão

Homem cria própria empresa e recebe pagamentos por não fazer nada

O japonês cobra cerca de cobra 10 mil ienes (R$ 367 reais) por reserva para acompanhar e seus serviços são: comer, beber e dar respostas simples. Nada mais

Por O TEMPO
Publicado em 23 de maio de 2023 | 09:26
 
 
 

O japonês Shoji Morimoto tem o que alguns considerariam um emprego dos sonhos: ele é pago para não fazer praticamente nada. Aos 39 anos, o homem criou sua própria empresa em Tóquio, no Japão, e cobra cerca de cobra 10 mil ienes (R$ 367 reais) por reserva para acompanhar e seus serviços são: "comer, beber e dar respostas simples." Nada mais.

A modo curioso de ganhar a vida rendeu a Morimoto dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais. Só no Instagram, o japones possui atualmente mais de 578 mil seguidores, e é lá que ele encontra a maioria de seus clientes. Aproximadamente um quarto deles são recorrentes — incluindo um que o contratou 270 vezes.

Seu trabalho já o levou a um parque com uma pessoa que queria brincar de gangorra. Em outra ocasião, o japonês sorriu e acenou pela janela de trem para um estranho que queria uma despedida.

Antes de Morimoto encontrar sua verdadeira vocação, ele trabalhou em uma editora e muitas vezes foi repreendido por "não fazer nada".

"Comecei a me perguntar o que aconteceria se eu fornecesse minha capacidade de 'não fazer nada' como um serviço aos clientes", disse à BBC.

Atualmente, o negócio de companheirismo é agora a única fonte de renda do homem, que sustenta sua esposa e filho com o trabalho inusitado. Embora tenha se recusado a divulgar quanto ganha, ele disse que atende cerca de três ou quatro por dia.

Todos os tipos de pedidos

Embora a sua principal função e nicho seja não fazer nada, os clientes chegam a Morimoto com todo o tipo de solicitação. As mais comuns são acompanhar quem não quer ir sozinho às compras no supermercado, quem não quer comer sozinho ou ver um projeto que uma pessoa está fazendo e que precisa de uma segunda opinião.

Outro cliente solicitou seus serviços para levá-lo à linha de chegada de uma maratona que estava correndo para motivá-lo.

"Ele me disse que achava que não fosse capaz de terminar a corrida e decidiu me contratar para aumentar sua motivação. No final, ele terminou a maratona e deram uma medalha a ele", disse Morimoto à BBC News Mundo.

Suas diversas e variadas experiências com clientes o encorajaram a fazer mais do que nada e contar isso em um livro.

Com informações de BBC. 

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