EUA

Homem invade casa de presidente da Câmara, Pelosi, e agride marido da democrata

O FBI, a Polícia de San Francisco e a Polícia do Capitólio (responsável por proteger parlamentares) afirmaram que vão investigar a invasão de maneira conjunta

Por Agências
Publicado em 28 de outubro de 2022 | 16:36
 
 
 

Um homem invadiu a casa da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, na madrugada desta sexta-feira (28) e agrediu o marido da democrata, que foi hospitalizado, afirmou o gabinete da deputada. O agressor foi preso e ainda não está clara a motivação do ataque. A casa fica em San Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos. Paul Pelosi, 82, foi levado ao hospital. Ele é dono de uma firma de investimentos e de negócios imobiliários na cidade.

A presidente da Câmara não estava no local, mas em Washington, do outro lado do país, onde fica a sede do Congresso. A menos de duas semanas para as midterms, as eleições legislativas, em que concorre à reeleição, ela tem participado de campanhas de arrecadação de fundos de seu partido pelo país. A Polícia de San Francisco afirma que chegou ao local por volta das 2h30 e encontrou o agressor, identificado como David DePape, 42, segurando um martelo. De acordo com a CNN, ele teria gritado "Onde está Nancy?" antes do ataque.

As forças de segurança então o desarmaram e o levaram junto com Paul Pelosi para um hospital. DePape será acusado por tentativa de homicídio, agressão com arma letal, roubo e abuso de idosos na Justiça. "A presidente da Câmara e sua família são gratos aos socorristas e aos profissionais médicos envolvidos, e pedem privacidade neste momento", disse em nota o gabinete da deputada.

O FBI, a Polícia de San Francisco e a Polícia do Capitólio (responsável por proteger parlamentares) afirmaram que vão investigar a invasão de maneira conjunta. Um grupo de investigadores do departamento responsável por lidar com ameaças a congressistas foi enviado à Califórnia. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que o presidente Joe Biden condenou o ataque e afirmou que está rezando pela família. O caso também repercutiu intensamente entre parlamentares -e foi condenado por ambos democratas e republicanos.

O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, do Kentucky, disse estar "horrorizado e enojado" com a situação no Twitter. Número 2 do partido na mesma casa, Steve Scalise, de Louisiana, escreveu que "a violência não tem lugar neste país" e afirmou estar rezando pela recuperação completa de Paul. O ataque eleva ainda mais o já tenso clima político do país perto das midterms, que acontecerão em 8 de novembro.

Como presidente da Câmara e número 2 na linha de sucessão à Presidência, Pelosi recebeu uma série de ameaças de trumpistas radicais, que chegaram a invadir seu escritório no ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021, quando tentaram impedir a confirmação da vitória de Joe Biden sobre Donald Trump. Naquele mesmo mês, uma cabeça de porco foi encontrada em frente à casa da deputada, que também foi pichada. Na quinta-feira (27), o Departamento de Polícia de Nova York pediu "vigilância elevada" pelo risco de ataques a eventos políticos e locais de votação, segundo comunicado interno obtido pela agência Reuters.

No último fim de semana, homens armados, com coletes a prova de balas e com o rosto coberto foram registrados em Mesa, na região metropolitana de Phoenix, no Arizona. Eles afirmaram à imprensa local que atuariam como "fiscais" para evitar fraudes -embora o dia oficial da eleição esteja marcado para 8 de novembro, na maior parte dos Estados Unidos é possível votar de forma antecipada.

Após queixas de eleitores, a comissão eleitoral do condado local divulgou comunicado criticando a ação. "Vigilantes desinformados do lado de fora dos locais de votação do condado de Maricopa não estão aumentando a integridade das eleições. Em vez disso, estão levando a reclamações de intimidação de eleitores. "Embora o monitoramento e a transparência das nossas eleições sejam fundamentais, a intimidação dos eleitores é ilegal".(Thiago Amâncio/Folhapress)

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