Flórida

Homem morre por 'ameba comedora de cérebro’ após fazer lavagem nasal

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 29 casos de morte por esta ameba foram registrados nos Estados Unidos entre 2013 e 2022

Por O TEMPO
Publicado em 07 de março de 2023 | 11:46
 
 
 
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Um homem, que não teve identidade divulgada, morreu após ser infectado por uma ameba ‘comedora de cérebro’, Naegleria fowleri. Segundo as autoridades norte-americanas, o caso ocorreu na Flórida após a vítima usar água da torneira para fazer lavagem nasal. O caso ocorreu no último dia 20 de fevereiro e foi notificado nesta semana. 

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 29 casos de morte por esta ameba foram registrados nos Estados Unidos entre 2013 e 2022. No entanto, cerca de três americanos são infectados a cada ano — uma incidência raríssima — mas muitas vezes com consequências mortais.

Com relação ao caso recente da Flórida, a entidade alega que "a vítima supostamente realizou enxágue nasal com água da torneira não fervida, e essa deve ser a causa da contaminação."

O caso é considerado o primeiro em que uma pessoa é infectada pela água da torneira na Flórida e o primeiro caso relatado durante os meses de inverno nos EUA.

A ameba Naegleria fowleri, conhecida como ‘comedora de cérebro’,  pode causar uma infecção conhecida como meningoencefalite amebiana primária. De acordo com Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o verme penetra no cérebro humano por ingestão de água contaminada ou pelo contato com essa água com a pele. Além disso, infecções são quase sempre fatais.

No estágio inicial da infecção, uma pessoa pode ter febre, náusea e vômito, bem como uma forte dor de cabeça frontal. À medida que a doença progride, a vítima pode sentir rigidez no pescoço, alucinações, convulsões, estado mental alterado e entrar em coma.

"A ameba é encontrada em fontes termais, em água morna, lagos e também pode ser encontrada em tanques de água quente e, em alguns casos muito raros, em água da torneira", afirma o CDC. 

Até o momento, os casos de 'ameba comedora de cérebro' se concentraram em solo americano – não há registro no Brasil.

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