Austrália

Limpar nariz com o dedo pode aumentar chances de Alzheimer, indica estudo

Hábito pouco 'higiênico' pode ter consequências drásticas para saúde, até mesmo neurológicas, conforme médicos da Universidade Griffith, na Austrália

Por O TEMPO
Publicado em 21 de março de 2023 | 12:42
 
 
 
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Um estudo feito por médicos da Universidade Griffith, na Austrália,  indica que limpar o nariz com os dedos pode aumentar o risco de desenvolvimento de Alzheimer e outras demências. 

Recentemente, cientistas australianos identificaram em camundongos que a exploração dos canais nasais pode levar uma bactéria chamada Chlamydia pneumoniae até o cérebro, através dos nervos olfativos. Além disso, comprovaram correlação entre a infecção do sistema nervoso central com esse patógeno e a doença de Alzheimer.

De acordo com os pesquisadores, quando a C. pneumoniae circula pelo organismo, as células cerebrais reagem produzindo a proteína beta amiloide, que em determinadas concentrações é um indicador da enfermidade neurodegenerativa.

“Somos os primeiros a mostrar que a Chlamydia pneumoniae pode subir diretamente pelo nariz e entrar no cérebro. Lá pode desencadear patologias como a doença de Alzheimer”, disse o professor James St John, um dos líderes da pesquisa, em comunicado preparado pela universidade.

Apesar do experimento ter sido realizado em camundongos, o médico esclarece que é muito provável que a bactéria alcance o cérebro humano também. Isso porque, lesões, causadas por cutucadas no nariz, facilitam o caminho da bactéria.

Segundo os cientistas o ato de colocar o dedo no nariz de forma excessiva também pode estar associado ao desenvolvimento de outras patologias. Isso porque, numerosas bactérias habitam as mãos humanas, e praticamente ninguém higieniza as mãos antes de introduzi-las na narina. 

“Cutucar o nariz e arrancar os pelos dele não são boas ideias. Se você danificar o revestimento do nariz, pode aumentar o número de bactérias que podem entrar no seu cérebro. Além de danificar a mucosa, causando lesões resultando não só em sangramentos, mas até no rompimento do septo nasal ”, esclarece James St John.

“Se a imunidade está debilitada e a mucosa, danificada, os micróbios podem ir parar no cérebro, provocando uma meningite bacteriana. Os sintomas típicos são febre, dor de cabeça, rigidez do pescoço, sensibilidade à luz e confusão mental”, finaliza o responsável pelo estudo.

 

 

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