Veja a lista

Marinha separa nomes em tupi para chamar futuros ciclones que atingirem o Brasil

O último ciclone nomeado pela Marinha foi a tempestade subtropical Yakecan, entre 16 e 19 de maio de 2022

Por Agências
Publicado em 29 de abril de 2023 | 12:56
 
 
 

A Marinha do Brasil atualizou a lista de nomes de ciclones tropicais e subtropicais que poderão atingir a costa brasileira. A relação, com 32 nomes em tupi-guarani, está em vigor desde 1º de março passado e foi publicada em portaria do Ministério da Defesa e da Diretoria de Hidrografia e Navegação que aprovou a revisão de Normas da Autoridade Marítima para as Atividades de Meteorologia Marítima.

A nomenclatura é para ciclones que possam atingir a Metarea 5, área de responsabilidade do Brasil, perante a OMM (Organização Meteorológica Mundial), para a qual o Serviço Meteorológico Marinho emite avisos de mau tempo e previsões meteorológicas aos navegantes e à comunidade marítima.

De acordo com a organização mundial, a forma pela qual os ciclones são chamados é regida por práticas regionais e locais, mas que, em geral, seguem um padrão.

Além da Marinha, a escolha de nomes em tupi foi decidida em conjunto com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a Força Aérea Brasileira, e o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Uma atualização é feita ao se atingir o final da relação de nomes anterior. O último ciclone nomeado pela Marinha foi a tempestade subtropical Yakecan, entre 16 e 19 de maio de 2022, o 16º a atingir a costa brasileira desde o Arani, em 14 de março de 2011, que abriu a lista de nomenclatura anterior, criada a partir do furacão Catarina, que provocou três mortes no Sul do país em 2004.

Inicialmente chamada de ciclone, Yakecan foi reclassificada como tempestade subtropical pela Marinha quando a Defesa Civil Nacional emitiu alerta sobre o fenômeno.

Ambos —tempestade subtropical e ciclone— são sistemas de baixa pressão atmosférica que se movimentam em sentido horário no Hemisfério Sul, mas a magnitude das tempestades é maior.
No mundo, a nomeação de ciclones começou por volta dos anos 1900. Nomes femininos eram adotados para todo tipo de ciclone de forma arbitrária e sem regra. Os nomes masculinos foram inseridos no fim do século 20 e passaram a intercalar com os femininos.

Mais tarde, no mesmo século, meteorologistas decidiram que era hora de melhorar essa classificação e passaram a usar listas em ordem alfabética.

O método facilita não somente a nomeação, mas também a compreensão de quantos outros ciclones ou furacões foram registrados anteriormente naquele mesmo ano.


VEJA A LISTA DE NOMES PARA FUTUROS CICLONES

1 - Akará (Espécie de peixe)
2 - Biguá (Ave marinha)
3 - Caiobá (Habitante da mata)
4 - Endy (Luz do fogo)
5 - Guarani (Guerreiro)
6 - Iguaçú (Rio grande)
7 - Jaci (Lua)
8 - Kaeté (Mata virgem)
9 - Maracá (Instrumento indígena)
10 - Okanga (Madeira)
11 - Poti (Camarão)
12 - Reri (Ostra)
13 - Sumé (Deus da agricultura)
14 - Tupã (Deus do trovão)
15 - Upaba (Lagoa)
16 - Ybatinga (Nuvem)
17 - Aratu (Caranguejo)
18 - Buri (Palmeira)
19 - Caiçara (Cerca)
20 - Esapé (Iluminar)
21 - Guaí (Pássaro)
22 - Itã (Concha)
23 - Juru (Foz)
24 - Katu (Bondade)
25 - Murici (Arbusto do cerrado)
26 - Oryba (Felicidade)
27 - Peri (Planta d'água)
28 - Reia (Realeza)
29 - Samburá (Cesto indígena)
30 - Taubaté (Pedras altas)
31 - Uruana (Tartaruga do mar)
32 - Ytu (Cachoeira)

(FOLHAPRESS)

 

Notícias exclusivas e ilimitadas

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!