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Papa Francisco segue internado em Roma; saiba como foi 1ª noite em hospital

Pontífice de 86 anos foi hospitalizado após uma infecção respiratória

Por Agência
Publicado em 30 de março de 2023 | 07:44
 
 
 

O papa Francisco, de 86 anos e internado desde quarta-feira (29) por uma infecção respiratória, teve "uma boa noite" no hospital Gemelli de Roma, uma notícia tranquilizadora depois das preocupações da véspera com as notícias de seus problemas de saúde.

Os próximos compromissos do líder da Igreja Católica foram cancelados. O Vaticano informou que Francisco permanecerá hospitalizado por vários dias para receber tratamento. 

O pontífice argentino passou uma noite "tranquila" e os funcionários que o atendem estão "muito otimistas", afirmou nesta quinta-feira (30) a agência italiana de notícias ANSA, que cita fontes médicas. 

O anúncio de sua inesperada hospitalização provocou muitas perguntas sobre o estado de saúde do primeiro papa latino-americano da história. Depois de afirmar que a internação era motivada por "exames programados", o porta-voz do Vaticano finalmente anunciou, após várias horas de silêncio, que o pontífice sofria de uma "infecção respiratória". 

"Nos últimos dias ele reclamava de dificuldades respiratórias e foi submetido a exames médicos durante o dia", afirmou em um comunicado o diretor da secretaria de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

Os exames médicos "mostraram uma infecção respiratória". O diagnóstico de covid-19 foi descartado, mas Francisco precisará de "vários dias de tratamento médico hospitalar adequado", explicou.

Fontes do hospital afirmaram que é possível que o pontífice possa comandar a missa do Domingo de Ramos no Vaticano, "salvo imprevistos". A missa abre as celebrações da Semana Santa, que tem como ponto máximo o Domingo de Páscoa, a data mais importante do cristianismo.

As cerimônias, no entanto, são longas e cansativas para uma pessoa que passou vários dias internado. Francisco tem uma viagem programada para a Hungria no fim de abril, à cidade de Budapeste, para acompanhar o encerramento de um Encontro Eucarístico Internacional.

Renúncia não está descartada 

A hospitalização surpreendeu a opinião pública, ainda mais porque na quarta-feira Jorge Bergoglio participou de maneira normal da tradicional audiência geral na Praça de São Pedro, durante a qual apareceu sorridente e saudou os fiéis do "papamóvel".

"Papa: O grande medo": a manchete desta quinta-feira do jornal La Stampa descreve momentos dramáticos, depois que o pontífice revelou "uma forte dor no peito", o que levou os auxiliares a chamar uma ambulância com urgência e decidir pela internação imediata. 

Francisco, que utiliza uma cadeira de rodas desde maio de 2022 devido à artrite em um joelho, passou por uma cirurgia no cólon em julho de 2021 no mesmo hospital de Roma, onde permaneceu internado por 10 dias.

O papa já afirmou que a operação deixou "sequelas" devido à anestesia e que, por este motivo, descartou uma nova cirurgia no joelho.  Os problemas médicos o obrigaram a cancelar várias audiências em 2022 e a adiar uma viagem à África, o que provocou muitos questionamentos sobre uma possível renúncia. 

Em várias entrevistas concedidas nos últimos meses, o papa mencionou a possibilidade de renunciar, assim como fez em 2013 seu antecessor, Bento XVI, que faleceu em dezembro de 2022.

"É verdade que escrevi a minha renúncia dois meses depois de minha eleição (em março de 2013)... Eu fiz isso para o caso de ter algum problema de saúde que me impeça de exercer meu ministério", revelou Francisco, embora depois tenha esclarecido que ainda não havia pensado em renunciar ao cargo.

Em julho do ano passado, ele confessou que já não podia viajar no mesmo ritmo de antes e declarou que poderia optar pelo afastamento. 

No mês passado, ele voltou a abordar o tema para explicar que a renúncia de um papa "não deve virar uma moda" e destacou que a ideia "não estava em sua agenda no momento".  O pontífice é atendido com frequência por uma equipe de médicos e enfermeiros, seja no Vaticano ou durante as viagens ao exterior. 

Uma medida mais do que necessária devido a sua idade e ao seu histórico médico, já que aos 21 anos ele ficou à beira da morte por uma pleurisia e sofreu uma retira parcial de um dos pulmões. (Agência Brasil) 

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