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Parlamento suíço recusa transferência de armas para a Ucrânia

A Suíça mantém uma longa tradição de neutralidade militar, mas adotou sanções contra a Rússia

Por Agências
Publicado em 01 de junho de 2023 | 20:25
 
 
 

A Câmara baixa do Parlamento suíço recusou, nesta quinta-feira (1º), uma proposta que teria autorizado a transferência de armas de fabricação suíça para a Ucrânia. 

A votação ocorreu após o presidente suíço, Alain Berset, ter se reunido com seu contraparte ucraniano, Volodimir Zelensky, durante a cúpula da Comunidade Política Europeia na Moldávia, onde discutiram a exportação de equipamento bélico. 

Em Berna, o Conselho Nacional votou contra a iniciativa parlamentar, apresentada por um comitê, pelo placar de 98-75.

Jean-Luc Addor, do Partido do Povo Suíço (populista de direita), o de maior representatividade no Conselho Nacional, disse que se a proposta fosse aprovada, a Suíça teria "se comprometido com um dos lados protagonistas (da guerra), portanto, violaria sua neutralidade". 

A Suíça mantém uma longa tradição de neutralidade militar. Apesar disso, o país de 8,8 milhões de habitantes tem um exército bem armado com recrutamento obrigatório para os homens. 

A tradição suíça de neutralidade tem sido fortemente debatida desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022. 

O país alpino, que não integra a União Europeia, adotou sanções contra Moscou, mas não tem mostrado a mesma flexibilidade no campo das transferências militares. 

Até agora, tem recusado os pedidos explícitos de Alemanha, Espanha e Dinamarca para reexportar para a Ucrânia armas procedentes destes países. 

(AFP)
                
 

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