risco potencial

Philips anuncia prejuízo bilionário e corte de 4.000 postos de trabalho

Empresa, que tem quase 80.000 funcionários, registrou no terceiro trimestre perda líquida de 1,3 bilhão de euros devido aos equipamentos com defeito

Por Agência
Publicado em 24 de outubro de 2022 | 08:56
 
 
 

O grupo holandês Philips anunciou nesta segunda-feira (24) que cortará 4.000 postos de trabalho em todo o mundo, em um momento de condições macroeconômicas desfavoráveis e após a retirada do mercado de aparelhos de respiração defeituosos. A empresa, que tem quase 80.000 funcionários, registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros devido aos equipamentos com defeito.

A Philips não cumpriu as expectativas nos últimos anos, admitiu o novo CEO, Roy Jakobs. "Enfrentamos múltiplos desafios", afirmou, ao anunciar resultados "decepcionantes" no terceiro trimestre de 2022. Jakobs também anunciou o que chamou de "decisão difícil mas necessária de reduzir imediatamente nossa força de trabalho em 4.000 postos em todo o mundo". 

O grupo pretende destinar quase 300 milhões de euros nos próximos trimestres para os trabalhos de reestruturação, mas calcula que a reorganização pode gerar uma economia no mesmo valor a cada ano. "O desempenho da Philips no (último) trimestre foi impactado por desafios operacionais e de abastecimento, pressão inflacionária, a situação da Covid na China e a guerra russo-ucraniana", afirmou o grupo em um comunicado.

A empresa registrou queda de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior, a 4,3 bilhões de euros. A Philips também ajustou o resultado operacional (Ebitda, lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a 209 milhões de euros, o que representa 4,8% do faturamento, contra € 512 milhões (12,3% das vendas) no mesmo período em 2021.

A empresa, com sede em Amsterdã, retirou do mercado em junho do ano passado aparelhos respiratórios, depois de alertar que os usuários corriam o risco de inalar ou engolir fragmentos de uma espuma tóxica silenciadora que poderia provocar irritação e dores de cabeça. A Philips também mencionou um risco "potencial" de câncer a longo prazo. Na semana passada, o Frans van Houten, deixou o cargo de CEO da empresa, seis meses antes do previsto e após 12 anos à frente do grupo. (AFP)

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