Europa

Protestos contra Macron fazem França e britânicos adiarem visita de Charles III

Visita do rei Charles III aconteceria no próximo domingo (26), mas foi adiada devido aos atuais protestos contra a reforma da Previdência na França

Por Agências
Publicado em 24 de março de 2023 | 08:16
 
 
 
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A França e o Reino Unido decidiram nesta sexta-feira (24) adiar a visita do rei Charles III inicialmente prevista para domingo (26), devido aos atuais protestos contra a reforma da Previdência do presidente liberal Emmanuel Macron, anunciou a Presidência francesa. "Os governos francês e britânico (...) tomaram esta decisão de acolher Sua Majestade o Rei Charles III nas condições que correspondem à nossa relação amigável", diz um comunicado do Eliseu, sem especificar qualquer nova data para a visita.

O soberano britânico planejava iniciar, na França, sua primeira viagem ao exterior desde sua ascensão ao trono. Na segunda-feira ele estava programado para participar de uma homenagem no Arco do Triunfo e de um jantar no Palácio de Versalhes, antes de viajar para Bordeaux (sudoeste) na terça-feira. 

No entanto, a convocação de uma nova manifestação na terça-feira contra a reforma da Previdência a pedido dos sindicatos obrigou Londres e Paris a adiar a visita para uma data ainda a ser confirmada, principalmente quando os últimos protestos degeneraram em distúrbios. 

O governo britânico afirmou na quinta-feira "não ter conhecimento de qualquer mudança de planos" na visita, apesar de considerar a ameaça de distúrbios e ações de protestos sindicais, especialmente durante a etapa em Bordeaux.

Macron enfrenta forte oposição desde janeiro ao seu plano de adiar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos até 2030 e antecipar para 2027 a exigência de contribuir com 43 anos, em vez de 42 como agora, para receber uma pensão completa. 

A adoção dessa lei por decreto e a inflexibilidade de Macron radicalizaram os protestos. O líder do sindicato CFDT, Laurent Berger, propôs nesta sexta-feira "colocar em pausa" o seu plano para iniciar uma negociação que lhe permita sair da crise. (AFP)

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