Guerra

Putin ordena cessar-fogo na Ucrânia em 6 e 7 de janeiro, anuncia Kremlin

Invasão russa na Ucrânia completará um ano em fevereiro

Por O Tempo
Publicado em 05 de janeiro de 2023 | 12:29
 
 
 
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Putin ordena cessar-fogo na Ucrânia durante os dias 6 e 7 de janeiro, anuncia Kremlin. Informação foi dada pelas agencias internacionais. A paz deve durar somente esses dois dias, no período do Natal da Igreja Ortodoxa, principal instituição religiosa da Rússia. A trégua durará de meio-dia de sexta-feira até meia-noite de sábado. O chefe russo da Igreja Ortodoxa, Patriarch Kirill, pediu um cessar-fogo para que os religiosos possam celebrar o Natal com tranquilidade. Mesmo assim, até então ele tem apoiado a guerra. 

O cessar-fogo de Putin menciona o pedido diretamente. "Em vista do chamado de Sua Santidade o patriarca Kirill, instruo o ministro russo da Defesa a introduzir um regime de cessar-fogo ao longo de toda linha de contato entre as partes na Ucrânia", diz o presidente russo, conforme o comunicado divulgado pelo Kremlin.

Presidente da Turquia faz pressão para cessar-fogo 'unilateral'

Paralelamente, na noite da última quarta-feira (4), o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em telefonema a Vladimir Putin, sugeriu que o Chefe de Estado russo adotasse um cessar-fogo unilateral. O líder turco ainda pediu uma "uma solução justa" para a guerra entre Rússia e Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comunicou, no Twitter, que também conversou com Erdogan. "Discutimos cooperação na segurança, em particular da Usina Nuclear de Zaporizhia, onde não deveria haver invasores, a troca de prisioneiros de guerra e o desenvolvimento de um acordo sobre os grãos. Feliz por ouvir que a Turquia está pronta para a implementação de nossa #FórmulaDaPaz”. 

A hashtag é uma referência ao plano de paz que tem sido apresentado por Zelensky a liderenças internacionais. Ele estabelece dez pontos de ação para amenizar os efeitos da guerra, porém já foi rejeitado pela Rússia por exigir devolução de territórios que os russos consideram ter anexado no conflito.

(AFP)

Matéria em atualização

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