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Reino Unido não voltará a adotar 'polegada' e 'onça' no sistema de medidas

Produtos vendidos no país devem estampar medidas em litros e quilogramas, como os vizinhos europeus

Por Agências
Publicado em 27 de dezembro de 2023 | 12:32
 
 
 

O governo britânico anunciou nesta quarta-feira (27) que não restabelecerá o sistema imperial de unidades de medida (onça, polegada, etc.), o qual o ex-primeiro-ministro Boris Johnson mencionou como um símbolo dos benefícios do Brexit, limitando-se a autorizar a venda de pintas (medida de volume) de vinho. 

O Ministério do Comércio decidiu que as quantidades de produtos vendidos no país devem estar estampadas nas embalagens em quilogramas, ou litros. As quantidades em onça, polegada ou libra podem aparecer com menor visibilidade.

Depois de deixar a União Europeia, cujas normas impõem o sistema métrico a todos os Estados-membros, o governo conservador, então dirigido por Boris Johnson, havia indicado que desejava alterar a lei britânica para reinserir as unidades imperiais para representar a liberdade recuperada pela Reino Unido.

Porém, após uma ampla consulta realizada em 2022, quase 99% dos entrevistados afirmaram que preferiam manter o sistema métrico atual. 

"Embora o governo não mude a lei, uma nova diretriz será publicada para promover a consciência das liberdades atuais que permite mostrar as unidades imperiais junto a seus equivalentes métricos mais visíveis", indicou o governo em nota.

Também anunciou que está realizando uma "revisão mais abrangente" das normas de metrologia, "de acordo com o compromisso do governo de identificar as oportunidades de reforma que o Brexit oferece". 

Em uma primeira etapa, a partir de 2024 será possível comprar uma "pinta" de vinho ou espumante (568 ml) em bares, restaurantes e supermercados. 

Depois do Brexit e do final do período de transição no final de 2020, o Reino Unido manteve milhares de textos normativos europeus, mas o governo conservador decidiu eliminar as disposições que considerou contrárias aos interesses britânicos. 

Em meados de 2023, mais de 1.000 leis da UE foram suprimidas, ou modificadas, segundo a ministra do Comércio, Kemi Badenoch. Diante dos "riscos" jurídicos, porém, os conservadores reduziram suas ambições a curto prazo.

(AFP)

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