Estados Unidos

Republicanos pedem foco no futuro em reunião que ovaciona Trump

Trump, de 76 anos, dedicou seu primeiro discurso desde que anunciou sua intenção de voltar a se candidatar para a Casa Branca em 202

Por Agência
Publicado em 20 de novembro de 2022 | 09:38
 
 
 
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O ex-presidente americano Donald Trump foi ovacionado no sábado (19), em Las Vegas, em uma reunião do Partido Republicano, apesar de ter sido responsabilizado por vários líderes conservadores pelo resultado morno nas eleições de meio de mandato.

Trump, de 76 anos, dedicou seu primeiro discurso desde que anunciou sua intenção de voltar a se candidatar para a Casa Branca em 2024 a fazer elogios ao seu mandato e cortejar doadores e membros da Coalizão Republicana Judaica, reunidos para seu encontro anual em Las Vegas, que marca o início da temporada de pré-candidaturas na disputa presidencial.
 
Trump, que evita assumir a responsabilidade pelo resultado das eleições, disse que o Partido Republicano "está muito maior e mais poderoso do que antes". 
 
No sábado, Trump voltou a questionar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020, apesar de várias auditorias e de as instituições americanas terem validado o resultado das eleições. "A eleição foi fraudada", disse Trump, mas a plateia, que o havia recebido calorosamente, não reagiu.

Rivais 


Com as eleições de meio de mandato no retrovisor, o evento serviu de plataforma para possíveis rivais de Trump nas primárias do Partido Republicano que decidirão quem disputará a presidência em 2024.
 
O governador da Flórida, Ron DeSantis, que é apontado como um dos principais rivais de Trump, encerrou o encontro com um discurso no qual elogiou sua campanha pela reeleição nas eleições de meio de mandato, assim como as políticas que lhe renderam várias manchetes durante a pandemia e sua perspectiva conservadora nos temas educação e gênero.

"Dominamos com os eleitores independentes, asseguramos e ampliamos as margens com os eleitores hispânicos e varremos todos os subúrbios ao longo do estado da Flórida", disse o governador de 44 anos, muito aplaudido pelos participantes.
 
Os membros da Coalizão Republicana Judaica também ouviram a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, que pediu para que os presentes examinassem o resultado eleitoral sem responsabilizar "uma pessoa" e disse que pensará "seriamente" em apresentar sua pré-candidatura à Casa Branca.

"Eu sempre fui subestimada e é engraçado que me subestimem", disse. "Mas nunca perdi uma eleição e não vou começar agora".


"Cansados do drama" 


Trump foi incluído de última hora na lista de palestrantes da reunião anual da Coalizão Republicana Judaica, celebrada na sexta e no sábado.
 
Sua participação gerava expectativas, pois vários de seus críticos o antecederam e pediram uma virada de página e apostar em "lideranças fortes".    
 
"Tenho uma grande política para o Partido Republicano. Vamos deixar de apoiar candidatos loucos, inelegíveis, nas nossas primárias", disse o governador de New Hampshire, Chris Sununu, sem citar Trump.  
 
O ex-governador de Nova Jersey, Chris Christie, foi mais direto em seu discurso e responsabilizou Trump pelo resultado das eleições de meio de mandato. 
 
"Donald Trump escolheu candidatos com um critério, apenas um (...) Se acreditavam que a eleição presidencial de 2020 foi roubada ou não. Se você acredita nisso, te apoio, se não, te rejeito", disse Christie, que se dirigiu aos presentes algumas horas antes de Trump.
 
"Pois, deixem-me dizer que isto não é o que o partido defende. Não é o que deveria defender no futuro. Temos que parar isso agora". 
 
Na mesma linha, o governador de Maryland, Larry Hogan, voltou a lançar seus dados em Trump em seu discurso de sexta-feira. 
 
"Inclusive os seguidores mais fervorosos de Trump estão dizendo que estão cansados do drama", disse Hogan.  
 
Os líderes republicanos insistiram em sua decepção com os resultados das 'midterms', nas quais o partido prometeu uma "onda vermelha", que retiraria o Partido Democrata das duas câmaras do Congresso. 
 
No entanto, os republicanos só conseguiram uma pequena maioria na Câmara dos Representantes, depois que vários candidatos apoiados por Trump foram derrotados tanto nas duas câmaras quanto em disputas a governos estaduais considerados cruciais. 
 
A reunião também teve uma participação virtual do ex-premier israelense Benjamin Netanyahu e de ex-colaboradores de Trump, como o ex-secretário de Estado, Mike Pompeo, e seu ex-vice-presidente, Mike Pence, assim como Kevin McCarthy, que deve assumir a presidência da Câmara de Representantes. 

(AFP)

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