Manobras políticas

Rússia registra maior exportação de petróleo em 3 anos, apesar de sanções

País redirecionou exportações a nações como a Índia durante a guerra da Ucrânia, mas receita diminuiu

Por Agências
Publicado em 14 de abril de 2023 | 07:16
 
 
 

As exportações de petróleo da Rússia atingiram em março o nível mais elevado desde abril de 2020, apesar das sanções da União Europeia e do G7, mas a receita é muito inferior ao valor registrado no mesmo período do ano passado, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).

As exportações de petróleo aumentaram 0,6 milhão de barris diários (mbd) em março, a 8,1 mbd, o que representa quase um bilhão de dólares a mais em receita para Moscou, a um total de US$ 12,7 bilhões, um valor que, no entanto, é 43% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo a AIE.

"As exportações russas de petróleo registraram em março o nível mais elevado desde abril de 2020 graças ao aumento dos fluxos de produtos, que voltaram aos níveis observados pela última vez antes da invasão da Ucrânia pela Rússia", afirmou a AIE, que tem sede em Paris, em seu relatório mensal.

Apesar das sanções internacionais em represália à ofensiva russa na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, a Rússia redirecionou as exportações de combustíveis para outros países, como a Índia.

"A Rússia foi o maior fornecedor de petróleo da Índia em fevereiro, pelo oitavo mês consecutivo, com uma cota de quase 38%", informou na quinta-feira a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), que citou dados da Kpler, uma empresa de análise de commodities. 

Além das sanções ao petróleo russo em vigor desde 5 de dezembro, em fevereiro a União Europeia adotou um embargo às compras de derivados de petróleo russos por via marítima. Além disso, os países do G7 aplicam um teto ao preço dos derivados de petróleo procedentes da Rússia.

Moscou anunciou em 10 de fevereiro que reduziria sua produção em 500.000 barris por dia, mas não atingiu a meta em março. "A produção russa de petróleo bruto caiu quase 290.000 barris diários em março, a 9,58 milhões de barris diários, sem cumprir sua meta de redução (...) porque o país parece estar transferindo seus barris para novos mercados, apesar das sanções da UE", afirmou a AIE.

(AFP)

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