INVESTIGAÇÃO

Tiktoker famoso é acusado de abusar sexualmente de filhos adotivos

Hayim Nissim Cohen, 38, ficou conhecido após adotar nove garotos e divulgar rotina de sua família

Por O Tempo
Publicado em 07 de março de 2023 | 21:39
 
 
 
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Relatórios perturbadores apontam que o pai solteiro Hayim Nissim Cohen, 38, abusava sexualmente de seus filhos adotivos. O caso aconteceu em Houston, no Estados Unidos, e vem chamando antenção principalmente porque a acusação acontece no período em que o acusado esta sob fiança devido a um caso anterior relacionado a sexo infantil. 

O caso veio à tona em fevereiro deste ano depois que um dos filhos adotivos participou de um podcast no qual denunciou, anonimamente, que havia sido estuprado pelo pai. O garoto, de 17 anos, disse ao "BlindSkinnedBeauty" que era abusado sexualmente desde os 11 anos. Ele também confirmou que muitos de seus irmão também foram molestados. 

Promotores que acompanham o caso alegam que Cohen mantinha os filhos trancados em um quarto todos os dias, até por volta das 16h. Depois disso, o acusado os forçava a praticar atos sexuais, segundo do jornal "Houston Chronicle". 

Uma das supostas vítimas, agora com 16 anos, disse que Cohen costumava jogar spray de pimenta nele caso ele se recusasse a ceder às investidas sexuais. Ele também abusou dos meninos em uma cabana que tinha em Odessa, de acordo com os documentos de acusação.

Hayim Nissim Cohe alega ser um judeu chassídico do Brooklyn, embora tenha nascido em  Jeffrey Lujan Vejil no Lone Star State. No Tiktok, o suspeito contava com mais de 200 mil seguidores e se tornava cada vez mais relevante. No momento, ele está preso e aguarda pelo julgamento. "Por trás de tudo isso está o abuso excessivo”, disse a promotora  Janna Oswald em uma audiência recente, de acordo com o Houston Chronicle.

Suspeito era acusado por “indecência com uma criança”

Surpreendentemente, tudo isso aconteceu ao mesmo tempo que Cohen enfrentava uma acusação criminal por “indecência com uma criança” durante intercâmbio na Espanha, em 2019. 

Devido a isso, o acusado era impedido de chegar a menos de 300 metros de lugares onde as crianças poderiam estar, como uma escola - mas não de criar seus filhos adotivos, como afirmou o jornal.

“Havia tantas bandeiras vermelhas. Todos nós suspeitávamos que [Cohen] fosse um pedófilo. Você não começa apenas um dia. Todos nós suspeitávamos que as outras crianças estavam sendo abusadas”, disse Sherry Chandler, advogada que representa o estudante de intercâmbio em uma ação civil, à ABC13. (Com informações do NY Post)

 

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