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Trump pode reativar conta no YouTube após mais de dois anos de proibição

A empresa suspendeu o perfil do ex-presidente dias depois que uma multidão de apoiadores atacou o Capitólio em Washington, em 2021

Por Agências
Publicado em 17 de março de 2023 | 17:47
 
 
 
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A plataforma de vídeos on-line YouTube anunciou, nesta sexta-feira (17), que encerrará a suspensão da conta do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, após mais de dois anos de proibição na sequência do ataque de seus apoiadores ao Capitólio.

O magnata, de 76 anos, que concorre à indicação republicana para as eleições presidenciais de 2024, não conseguiu postar nenhum conteúdo nesse período e seus 2,6 milhões de seguidores não puderam comentar vídeos antigos. 

O YouTube suspendeu Trump dias depois que uma multidão de apoiadores atacou o Capitólio em Washington, em 6 de janeiro de 2021, para tentar impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden.

Ele foi suspenso por postar conteúdo que a plataforma disse ter incitado os distúrbios. Depois, foi informado que poderia voltar quando "o risco de violência diminuir".

Trump alegou por semanas que a eleição presidencial foi roubada e foi acusado de instigar os distúrbios.

"A partir de hoje, o canal de Donald J. Trump não está mais restrito e pode publicar novos conteúdos", disse o YouTube em um comunicado nesta sexta-feira. 

"Avaliamos cuidadosamente o risco contínuo de violência no mundo real, ao mesmo tempo em que equilibramos a possibilidade de que os eleitores ouçam igualmente os principais candidatos nacionais nas vésperas de uma eleição", esclareceu.

Outras plataformas já restauraram as contas de Trump após suspendê-las pelos mesmos motivos do YouTube. A gigante Meta anunciou em janeiro que restauraria as contas do ex-presidente no Facebook e no Instagram com "novas medidas de segurança". 

Sua conta no Twitter, que tem 87 milhões de seguidores, também foi bloqueada depois dos distúrbios. Trump criou então a plataforma Truth Social, onde menos de cinco milhões de pessoas o seguem. 

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que apresentou mais de 400 ações legais contra Trump, aplaudiu a decisão da Meta.

"Gostemos ou não, o presidente Trump é uma das principais figuras políticas do país e o público tem grande interesse em ouvir seu discurso", afirmou o diretor-executivo da ACLU, Anthony Romero, em um comunicado.

"Na verdade, algumas das publicações mais ofensivas de Trump nas redes sociais acabaram sendo provas fundamentais nos processos apresentados contra ele e seu governo", explicou.

O observatório de meios de comunicação Media Matter for America, porém, é contra permitir que Trump se beneficie das redes sociais, dado o papel que elas tiveram em sua vitória eleitoral em 2016.

Desde o seu retorno, Trump não postou conteúdo no Facebook, Instagram ou Twitter. 

(AFP)
                
 

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