Energia

Usina nuclear Angra 2 é desligada e afeta oferta de energia no país

Unidade foi desconectada do sistema nesta segunda-feira (25/9) e serão realizadas mais de 5 mil atividades de manutenção e inspeção de equipamentos

Por Agências
Publicado em 25 de setembro de 2023 | 12:31
 
 
 

A partir desta segunda-feira, 25, a usina nuclear Angra 2 será desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN) para reabastecimento de combustível, retirando do sistema o fornecimento diário de 1,350 gigawatt (GW) de energia. Serão realizadas mais de 5 mil atividades de manutenção e inspeção de equipamentos que não podem ser isolados durante a operação da usina, e também a substituição de 52 - de um total de 193 - elementos combustíveis no núcleo do reator. A previsão é de que o trabalho dure 30 dias.

As principais ações previstas são a revisão do gerador elétrico principal, a inspeção do vaso de pressão do reator e a troca de combustível. Entre os especialistas envolvidos, estarão aproximadamente 1.300 pessoas contratadas exclusivamente para as tarefas, 500 empregados da Eletronuclear e 200 estrangeiros.

"Todas as atividades são realizadas com precisão e qualidade para manter a altíssima confiabilidade de Angra 2. Um empreendimento deste porte só é viabilizado com muito planejamento e dedicação de todas as áreas da Eletronuclear, evitando ainda acidentes de trabalho", disse em nota o superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal.

Já a parada de Angra 1 está programada para começar no dia 28 de outubro, com duração prevista de 50 dias. Cerca de um terço do combustível nuclear será recarregado, além da promoção de 4.800 atividades, entre inspeções e manutenções periódicas, e instalações de modificações de projeto.

Além do reabastecimento de Angra 1, serão substituídas as barras de controle do reator, manutenção dos transformadores principais e auxiliares, revisão das turbinas de vapor, e inspeção volumétrica na tampa do vaso de pressão do reator.

"As paradas ocorrem, aproximadamente, a cada 14 meses e são organizadas com pelo menos um ano de antecedência, levando em consideração a duração do combustível nuclear e as necessidades do SIN", segundo o superintendente de Angra 1, Abelardo Vieira, afastando riscos de desabastecimento diante do aumento de temperatura em todo o país, que tem aumentado o consumo de energia elétrica. (Agência Estado)

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