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Acidentes com animais peçonhentos crescem 23% um ano em Betim

Ocorrência com escorpiões lideram o ranking, com 310 notificações

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Quando acionado, o Centro de Zoonoses faz a busca e a captura de escorpiões e lagartas na cidade

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PUBLICADO EM 04/07/19 - 21h05

O número de acidentes causados por animais peçonhentos em Betim teve um aumento de 23,24% em um ano, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde. Foram 334 casos, em 2018, contra 271, em 2017. No ano passado, foi registrado um óbito no município em decorrência de uma picada de aranha. 

Com o objetivo de prestar um socorro melhor e mais rápido às vítimas de acidentes com aranhas, cobras, escorpiões e lagartas na cidade, a partir do próximo dia 15, a rede de urgência e emergência da saúde de Betim passará a socorrer esses usuários.

Antes, quando uma pessoa sofria um acidente com esses animais peçonhentos e buscava uma unidade de saúde pública, tinha que ser encaminhada para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. 

Agora, logo depois de ser picado por um desses animais, a orientação é a vítima se dirigir até a Unidade de Pronto atendimento (UPA) mais próxima – Norte, Alterosas, Guanabara ou Teresópolis. Caso seja necessário, ela será encaminhada para o Hospital Regional.

“Ao realizar esse atendimento nas UPAs, haverá um grande ganho para os usuários de Betim que, hoje, dependem de atendimento no Hospital João XXIII, e acabam correndo risco de morte, nos casos de acidentes com animais que possuem veneno mais potente ou naqueles em que a vítima é uma criança menor de sete anos, naturalmente mais frágil à ação dos venenos”, enfatizou o secretário municipal de Saúde, Guilherme Carvalho.

A betinense Ysadora Alves do Prado, 26, foi vítima de picada de escorpião quando ela tinha apenas 12 anos. “Na época, demoramos muito para chegar ao hospital. Quase morri. Por isso, é extremamente importante a cidade contar com esse tipo de atendimento”, salientou. 

Ranking

Acidentes com escorpiões lideram o ranking, com 310 notificações na cidade, de 2017 a junho de 2019, seguidos das lagartas, com 142 registros no período. Aranhas e abelhas foram responsáveis por 122 e 78 registros, respectivamente.

“As ocorrências com escorpiões, sobretudo o amarelo, que é natural de Minas, são mais comuns porque este animal se adapta facilmente ao ambiente urbano. Por isso, a importância de se evitar o acúmulo de lixo e entulho, bem como mato ao redor das residências, porque eles atraem pequenos animais, que servem de alimento para os escorpiões”, disse o biólogo do Centro de Controle e Zoonoses, Sérgio Chumbinho. 

Conforme o especialista, Betim conta hoje com uma equipe de controle de animais peçonhentos capacitada para realizar a busca e captura de escorpiões e lagartas. Para solicitar o atendimento, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, basta ligar para o número (31) 3594-5424. “No caso de serpentes e abelhas, a busca e captura é feita pelos Bombeiros e pela Polícia Ambiental”.

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