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Em Betim

Ações para população de rua têm reforço com comitê

Objetivo é discutir e propor melhorias nas políticas municipais de atendimento

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Comitê
Membros do comitê tomou posse nessa semana
PUBLICADO EM 22/08/19 - 20h46

Foi criado, nesta semana, o Comitê de Monitoramento e Assessoramento da Política Municipal para População em Situação de Rua de Betim. O objetivo é discutir e propor melhorias de atendimento a essas pessoas. 

O comitê, regulamentado pelo Decreto nº 41.572/2019, é composto por membros de várias secretarias da administração municipal e da sociedade civil – como da população em situação de rua, pastorais de rua, dentre outras instituições. A posse dos membros ocorreu na última segunda (19). 

A secretária de Assistência Social, Fabiane Quintela, disse que o comitê vem somar na elaboração das ações assistenciais. “A política social para a população em situação de rua é complexa e demanda vários eixos da administração, pois é um fenômeno social no país. Trabalhar essa ressocialização sem o olhar de outros setores ficaria muito difícil. Esse comitê, que contém membros da sociedade civil, trará um olhar diferenciado na elaboração e execução de políticas públicas”. 

Segundo a Semas, hoje há cerca de 100 pessoas em situação de rua que estão cadastradas para receberem algum tipo de assistência. Betim dispõe de atendimento especializado, como o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) e o Albergue Vitor Braighi. Essas pessoas têm direito a refeições, à higienização (banho) e atendimento psicossocial (por meio de psicólogos, assistentes sociais e advogados), inclusive, nos fins de semana. Eles também recebem o Cad-POP, um cartão que garante a gratuidade do almoço servido nos restaurantes populares.

“Outro serviço é a oportunidade de retirarem os documentos pessoais e a compra de passagens para aqueles que decidem retornar para as suas cidades de origem, além de encaminhamentos para comunidades terapêuticas”, disse o coordenador do Centro Pop, Tarcísio Pimentel.

Aluguel social

A prefeitura implantou, em 2017, novas políticas pública para assistência a pessoas em situação de rua. “Uma dessas é a destinação do aluguel social para moradores que vivam nas ruas. Hoje, são 22 concessões, que já retiraram cerca de 50 pessoas das ruas, já que muitos dividem a mesma moradia. Isso dá mais dignidade. Eles são acompanhados pelo Centro Pop e pelos Cras”, explicou Fabiane Quintela.

Um deles é Willa Jhone, 24, que vivia nas ruas e, há quatro meses, foi contemplado com o aluguel social. “Estou começando a viver de verdade. Uma casa ajuda muito, e a assistência que a gente tem também”. 

Segundo Fabiane, o Estado não pode retirar as pessoas das ruas compulsoriamente. “Alguns não querem sair das ruas, e nesses casos, o dever da administração é oferecer atendimento, e isso o município faz. Mas retirar forçadamente é contra a lei”. 

 

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