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Banco de Alimentos de Betim busca verba federal

Órgão de segurança alimentar, estruturado para atender até 10 mil núcleos familiares por mês, se credencia para receber recurso e ampliar sua abrangência durante a pandemia

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Banco de alimentos de Betim
Somente com o Kit Verde, banco de alimentos já beneficiou mais de 800 famílias no município
PUBLICADO EM 25/06/20 - 19h57

Desempregada e morando de aluguel, Vanessa Isabel de Assis, 23, foi contemplada com um Kit Verde que o Banco de Alimentos de Betim distribui a famílias em situação de vulnerabilidade alimentar. “Como eu e meu marido estamos sem emprego, vim ver se conseguia ajuda no banco de alimentos. Fiz o cadastro, conversei com a assistente social e recebi os produtos. Achei esse programa muito importante”, comemorou a jovem, que tem duas crianças em casa.

Ela faz parte das cerca de 300 famílias que, nas últimas semanas, receberam o kit emergencial, uma resposta da prefeitura à crise provocada pela Covid-19. Os produtos em grande parte são recolhido de redes de supermercados e aproveitados depois de passarem por um controle de qualidade e higienização. Ao todo, através de repasse à rede pública e a instituições, o projeto atende cerca de 40 mil pessoas, ampliando a oferta de alimentos de qualidade em creches, albergues, asilos, restaurantes populares e outros equipamentos públicos.

“A pedido do prefeito Vittorio Medioli, criamos o kit emergencial para as famílias cadastradas em situação de risco extremamente necessitas”, disse a superintendente de Segurança Alimentar de Betim, Maria Vanuzia Mendes. “As famílias são avaliadas pela necessidade antes de receber um kit de fruta e verdura”, detalhou.

Agora, segundo a superintendente, o município vai se habilitar ao recebimento de verbas emergenciais para poder expandir a crescente demanda provocada pelo desemprego e pela retração econômica das famílias que não conseguiram entrar nos programas oficiais. “Com o aumento da demanda ocorrida nos últimos meses, o governo federal disponibilizou para os Estados uma verba suplementar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no valor de R$ 150 milhões, para ser repassada a municípios que têm maior grau de vulnerabilidade alimentar. Estamos buscando essa verba, uma vez que já estamos habilitados com estrutura para receber recursos do PAA e temos uma demanda adicional de mais 12 mil famílias que entraram na linha de carência grave depois de março deste ano”, destacou maria Vanuzia.

Questionado sobre a disponibilidade dos recursos, o Ministério da Cidadania informou que é o Estado que indica os municípios participantes. Já a Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento informou que Minas foi contemplado com R$ 10,5 milhões e que é levado em consideração alguns critérios determinados pelo Ministério da Cidadania para selecionar os municípios. “Betim consta na lista enviada pelo Ministério da Cidadania e está relacionado como município de média vulnerabilidade”, informou a nota, sem detalhar os valores que serão repassados.

Reestruturação
Reestruturado em 2017, o Banco de Alimentos foi considerado pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, do governo federal, um dos dez melhores do país no ano passado. O reconhecimento deu ao município o direito a uma verba de R$ 800 mil do PAA, valor máximo destinado às iniciativas consideradas as melhores do país.

Desde que foi implantando, em 2018, o Kit Verde já beneficiou, além de entes cadastrados, 800 famílias atendidas pelos programas sociais. O Kit Verde oferece frutas, verduras e legumes semanalmente, além de frango e cesta básica duas vezes por mês. A ajuda é dada por até seis meses. As famílias são encaminhadas por Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e outras entidades sociais. 

40 mil kg
O Banco de Alimentos também distribui comida para 38 locais, como unidades de saúde, restaurantes populares, casas de repouso, albergues e outros equipamentos públicos. No total, são entregues 40 mil quilos de alimentos por mês, em média. “Os recursos do PAA custeiam a compra de produtos, e as doações que recebemos de empresas, supermercados, sacolões aumentaram pelas prestações de conta que fazemos aos doadores. Porém, com mais pessoas em casa e menos emprego, a necessidade das famílias em vulnerabilidade disparou. Por isso, o município espera um recurso extra do governo federal, porque fomos informados que a crise tende a se acentuar e prolongar”, disse a secretária de Assistência Social, Fabiane Quintela.

Informações: (31) 2591-5109.

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