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Betim é quinto município em Minas com mais acidentes de trabalho

Só em 2018, foram ao menos 1,7 mil registros só com trabalhadores formais; dez pessoas morreram

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Nessa semana, um soldador morreu e um operador ficou ferido após incêndio em distribuidora
PUBLICADO EM 12/03/20 - 21h17

Falta de equipamentos de segurança, omissão das empresas em fiscalizar a segurança dos trabalhores, descuido e exaustão são fatores que podem ter provocado ao menos 1,7 mil acidentes de trabalho e dez óbitos em Betim, em 2018, de acordo com  levantamento do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – uma média de quase cinco registros por dia. 

Os dados fizeram com que naquele ano o município assumisse o quinto lugar em Minas e a 60ª colocação no país no ranking de número de notificações de acidentes durante atividades laborais envolvendo trabalhadores com vínculo formal.

“Esse é um número muito alto. Se pensarmos que este levantamento ainda está subnotificado, já que não leva em consideração trabalhadores informais, o quadro pode ser ainda mais assustador. O problema é que muitas empresas não fornecem equipamentos de segurança, muitas se omitem na hora de fiscalizar se o trabalhador está usando esses equipamentos, e há ainda o problema da imprudência do trabalhador e o excesso de carga horária de trabalho, que causa a exaustão dos funcionários”, ponderou Michelle Abras Taveira, secretária adjunta  de Corregedoria, órgão responsável pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt). 

No último fim de semana, um incêndio em uma distribuidora de combustíveis às margens da BR–381, causou a morte do soldador Genivaldo da Silva, que teve 90% do corpo queimado. Outro operário foi internado no CTI, mas o estado de saúde dele não foi informado.

Ainda conforme o levantamento do Observatório da Segurança, o setor de fundição de ferro e aço liderou os registros de acidentes em 2018, com 134 casos, seguido pelo setor de fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários. 

Em 2018, 286 trabalhadores sofreram cortes, lacerações e feridas contusas, sendo que o dedo foi a parte do corpo mais frequentemente atingida, com 352 dos casos notificados, em 2018. Já em 285 dos registros de acidentes de trabalho naquele ano, os produtos químicos foram os agentes causadores. 

 

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