O Tempo
Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Absurdo

Conclusão do Jacintão custará 7.200% a menos que cobrança da AG

Prefeitura investirá R$ 6,9 milhões na finalização das obras, enquanto a primeira parte, cobrada por meio de precatórios pela Andrade Gutierrez, chega a R$ 500 milhões

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Viaduto
Conclusão do viaduto Jacintão será feita após quase 40 anos
PUBLICADO EM 19/09/19 - 22h44

A Prefeitura de Betim deu início, nesta semana, à construção da segunda etapa do Complexo Viário do Viaduto Jacinto Couto Silva, o “Jacintão”, obra que possibilitará a ligação da Avenida das Américas à Avenida Teotônio Parreiras, na região central do município.

A conclusão desse complexo é a realização de um sonho que a população betinense alimenta há cerca de 40 anos. Porém, muito mais do que a realização desse sonho, que garantirá mais qualidade de vida para os moradores, segurança para os motoristas, melhoria do trânsito, modernidade e desenvolvimento para a cidade, a obra escracha o absurdo de uma cobrança judicial que a Construtora Andrade Gutierrez realiza contra o município de Betim e que força a administração local a comprometer seu orçamento para os próximos anos. 

Os restos a pagar que a construtora, envolvida em vários escândalos internacionais de corrupção, cobra da cidade chegam próximos de R$ 500 milhões. Já o trecho, com dimensões semelhantes ao da primeira etapa realizada pela Andrade Gutierrez, entre os anos de 1979 e 1982, realizada agora sob a gestão do prefeito Vittorio Medioli, está estimado em R$ 6,9 milhões, ou seja, o custo desta fase, que já deveria estar pronta há muitas décadas, é inferior em 7.200% à cobrança de precatórios da empresa, marcada por influentes participações em casos como o Mensalão e a Lava Jato. Isso quer dizer que, com o dinheiro cobrado pela Andrade Gutierrez, a prefeitura poderia construir outros 70 viadutos como o “Jacintão”. 

Segundo o procurador-geral do município, Bruno Cypriano, é revoltante o município se deparar com uma cobrança dessa. “Basta a população entender que o complemento da obra que a prefeitura está construindo agora vai lhe custar próximo de R$ 6,9 milhões, e somente os restos a pagar da Andrade Gutierrez, que inclui esse mesmo complexo, custará aos cofres municipais cerca de meio bilhão de reais”, explicou.

Em relatório feito após uma perícia em documentos do contrato firmado entre o município e a Andrade Gutierrez, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou “potenciais irregularidades” no contrato. A prefeitura já ingressou com ações na Justiça contra a cobrança feita pela empreiteira.

“Betim foi condenada a uma dívida de R$ 500 milhões em restos a pagar, em obras que tinham como gasto principal o “Jacintão”. Hoje, com R$ 6,9 milhões, estamos fazendo a outra metade do viaduto, o que demonstra o absurdo dessa cobrança”, protesta o prefeito Vittorio Medioli.

Benefício

O complemento do viaduto do “Jacintão” terá 69 metros de extensão e 19 metros de largura. Ele atravessará a avenida Marco Tulio Isaac, garantindo a vazão dos veículos que saem do município a partir das regiões Central e Norte da cidade. Já quem chega a Betim pela BR–381 em direção a essas mesmas regiões também terá mais rapidez.

A expectativa é de que tudo fique pronto em 12 meses. “Se tudo ocorrer como o planejado, teremos esse viaduto funcionando até setembro do ano que vem. É, sem dúvida alguma, um grande benefício para a sociedade betinense”, diz a presidente da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito de Betim (Ecos), Marinésia Makatsuru.

A AG disse que não se pronunciará sobre o assunto.
 

O que achou deste artigo?
Fechar

Absurdo

Conclusão do Jacintão custará 7.200% a menos que cobrança da AG
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter