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Pandemia

Covid-19: Betim abre mais dez leitos de CTI no centro-materno infantil

Com isso, o município passa a contar com 65 leitos para tratar pacientes de alto risco, 120 leitos clínicos para casos suspeitos

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Centro materno infantil
Centro materno-infantil foi estruturado para receber os casos mais graves com suspeita de Covid-19
PUBLICADO EM 23/06/20 - 19h33

A Prefeitura de Betim, na região metropolitana, anunciou, nesta terça-feira (23), que ampliou a capacidade de atendimento para casos graves do novo coronavírus, com a abertura de mais dez leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) no Centro de Cuidados Intensivos para a Covid-19 (Cecovid-4), instalado no centro-materno infantil. Com isso, o município passa a contar com 65 leitos para tratar pacientes de alto risco, já que cinco desses leitos estão no Hospital de Campanha, que fica no Fiat Clube, e onde também foram abertos 120 leitos clínicos para casos suspeitos. Toda essa estrutura está oferecendo assistência aos mais de 800 mil habitantes que compõem os 13 municípios que fazem parte da macrorregião de saúde, que inclui Betim.

Para dar suporte ao atendimento desses dez novos leitos no centro-materno infantil, a prefeitura iniciou a contratação de mais sete médicos, sete fisioterapeutas, sete enfermeiros e 42 técnicos em enfermagem, que vão dar assistência aos pacientes graves 24 horas por dia. Também foi ampliada a carga horária de psicólogos, assistentes sociais e médicos diaristas que já estavam atuavam no centro-materno infantil.

“As admissões desses profissionais estão ocorrendo de forma gradativa, conforme a necessidade. Todos os dez leitos contam com respiradores modernos, que foram remanejados de outras unidades da rede municipal ou que foram cedidos pelo IBDS (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social), uma Organização Social contratada pela prefeitura e que está atuando de forma complementar à Secretaria Municipal de Saúde na gestão do atendimento médico hospitalar de Betim no que diz respeito à pandemia”, esclareceu o secretário adjunto de Saúde de Betim, Hilton Soares.

A previsão, ainda conforme o gestor, é que em julho mais 20 novos leitos de CTI sejam abertos no centro-materno infantil. Para que isso ocorra, complementou ele, o município continuará fazendo o monitoramento de uma série de indicadores, como a taxa de ocupação de leitos e o aumento dos casos de pacientes com sintomas de síndrome gripal no município.

“Hoje, no Hospital de Campanha, a taxa de ocupação é de 23%, sendo 26 internados. No Cecovid-4, essa taxa, sem os novos leitos, é de 77%, sendo que, dos 50 pacientes internados, 30 são de Betim e 20 são de fora da cidade. É possível perceber que a taxa de ocupação para casos graves em Betim está elevada, o que vem ocorrendo também em BH e na região metropolitana”, ponderou Soares.

Balanço de casos

Boletim divulgado pela prefeitura, nesta terça-feira (23), mostra que Betim tem 585 casos confirmados da Covid-19. Destes, 206 estão recuperados, 337 estão em acompanhamento e 17 internados na rede SUS. O número de casos descartados chega a 2.561, e as notificações de síndrome gripal somam 9.049.

A cidade registrou, até agora, 25 óbitos por causa da doença, sendo que dois foram de betinenses que faleceram em outras cidades, em hospitais de Belo Horizonte e São Paulo. Também circula nas redes sociais informações das mortes de outras três pessoas, de moradores que seriam da região do Citrolândia e que teriam sido atendidos na rede particular do município. Entretanto, a prefeitura declarou que ainda não foi informada oficialmente desses supostos óbitos por Covid.

Ações de enfrentamento

Desde o início da pandemia, a prefeitura tem adotado uma série de ações de combate à doença. Além de ter criado 180 leitos exclusivos para a Covid-19 no Hospital de Campanha (Cecovid-2) e no Centro Materno-Infantil (Cecovid-4), o município tem feito um trabalho diário de desinfecção de espaços públicos, realizado barreiras sanitárias, distribuído 170 mil litros de álcool líquido a 70% e exigido o uso de máscaras pela população e de tapetes sanitizantes nos comércios.

Mas, para o secretário adjunto de Gestão da Saúde de Betim, Augusto Viana, apesar de o município estar fazendo a sua parte no enfrentamento da Covid, as ações deveriam ser tripartite, ou seja, unindo forças das esferas municipal, estadual e federal. “Ao contrário, o que estamos percebendo é a sobrecarga sobre os municípios, sem uma devida contrapartida financeira por parte do Estado e da União”, criticou.

De acordo com estudo do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), apesar de a União ter liberado ao Ministério da Saúde R$ 34,5 bilhão para impedir o avanço da pandemia no país, até agora, apenas 23% desse dinheiro prometido foi repassado. “Existe, sim, é uma dificuldade e morosidade na liberação de recursos, que poderiam estar salvando vidas e sendo usados na linha de frente do enfrentamento a Covid”, finalizou Viana.

Atualizada dia 25 de junho, às 17h28.

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