O Tempo
Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Saúde

Demora no atendimento em UAIs vira caso de polícia 

Pacientes reclamam do longo tempo de espera e da falta de médicos

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
GERAL - BETIM - MG.
Sete de Setembro. A PM foi acionada após pacientes ameaçarem invadir as salas da unidade de saúde
PUBLICADO EM 30/04/14 - 23h09

 

Moradores de Betim, cansados de esperar por atendimento médico nas unidades de saúde de Betim, fizeram uma manifestação, na última semana, e entraram em desavença com médicos e enfermeiros. Por duas vezes, a Polícia Militar foi acionada para tentar controlar os ânimos nas Unidades de Atendimento Imediato (UAIs) Sete de Setembro e Teresópolis.
 
A primeira ocorrência foi registrada no bairro Teresópolis, na noite de segunda-feira (28), onde um grupo de pessoas ateou fogo a pneus e madeiras, bloqueando a avenida Belo Horizonte, para conseguir ser atendidas na UAI do Teresópolis. De acordo com funcionários, que pediram para não ser identificados, eles também protestaram contra a má qualidade do socorro e o déficit de pediatras. 
 
À reportagem de O Tempo Betim, Vanda Maria da Silva Oliveira, 48, contou que, um dia após o ocorrido, na terça-feira (29), ela foi à UAI em busca de atendimento para a sua própria filha, de 6 anos, mas disse que demorou a conseguir a consulta. “Depois de horas na fila de espera, conseguimos o atendimento. Uma funcionária me disse que apenas as emergências seriam atendidas. Nos demais casos, eles estavam mandando voltar para casa”.
 
Para ela, a situação é absurda. “Não há médicos em Betim. Sempre que a gente precisa de atendimento nessa UAI, faltam funcionários ou os equipamentos estão estragados. É preciso que as autoridades do município se tornem mais humanas, façam visitas a essa unidade para ver de perto o que a população sofre. Eu não tenho nem o dinheiro da passagem para me deslocar a outra UAI, muito menos para outra cidade. A situação é séria”.
 
Íris Barbosa, 57, que mora há 25 anos no Teresópolis, também lamentou o ocorrido. Para ela, é preciso investir em efetivo. “O atendimento precisa melhorar. Não adianta a prefeitura abrir mais unidades de saúde se não há profissionais para atender a população”, opinou. 
 
Na avaliação de Murilo Araújo, que está há 45 anos morando no Teresópolis, o atendimento aos usuários na UAI está cada dia pior. “Já precisei ir a Belo Horizonte para conseguir atendimento. Essa unidade é só para enfeite. É lamentável essa situação. Betim não merecia isso. A cidade é uma das mais ricas de Minas Gerais e está abandonada”.
 
Centro
A segunda ocorrência foi registrada na noite de terça-feira (29), na UAI Sete de Setembro. Segundo pacientes, apesar de haver três médicos na unidade, alguns chegaram a esperar mais de 12 horas por uma consulta. Revoltados, usuários ameaçaram invadir as salas de atendimento, mas foram impedidos pela Guarda Municipal. A PM voltou a ser acionada. “É uma situação vergonhosa para o município. Só conseguimos atendimento depois da chegada dos policiais. Agora, vou levar a ocorrência para o Ministério Público. Não podemos ficar de braços cruzados”, disse o vigilante Hemerson Fonseca. A esposa dele, que sentia fortes dores no estômago, aguardou sete horas até ser atendida. 
 
A prefeitura informou que os usuários que aguardavam atendimento se manifestaram contra o procedimento de classificação de risco – triagem realizada para determinar a prioridade no atendimento, um método já adotado em unidades e hospitais da região metropolitana para garantir que os atendimentos mais urgentes sejam priorizados.

O que achou deste artigo?
Fechar

Saúde

Demora no atendimento em UAIs vira caso de polícia 
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter