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Defasagem

Deputada critica estrutura da Delegacia de Mulher

Em visita técnica realizada na unidade na última quinta-feira (4), a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALMG, Marília Campos, criticou a estrutura e o efetivo reduzido

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Debate. A delegada Ariadne Elloise Coelho expôs a situação da delegacia à deputada Marília Campos
Debate. A delegada Ariadne Elloise Coelho expôs a situação da delegacia à deputada Marília Campos
PUBLICADO EM 04/07/19 - 21h21

A estrutura e o baixo efetivo  da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Betim foram questionados pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a deputada estadual Marília Campos (PT) – durante uma visita técnica realizada ao prédio na última quinta-feira (4). 

De acordo com a parlamentar, assim como outras cidades da região metropolitana, a delegacia da Mulher de Betim precisa de uma política de fortalecimento por parte do Estado, uma vez que o município é uma referência para a região do Paraopeba. “A situação da delegacia é muito ruim. A equipe conta apenas com uma escrivã e, desde 2017, Betim está sem uma delegada exclusiva. A  responsável, Ariadne Elloise Coelho, se divide entre as delegacias de mulheres e de trânsito”, pontuou.

Outro problema observado pela deputada é quanto à estrutura física do prédio. “A unidade funciona junto com a regional de trânsito, em um prédio sem elevador e com muitos lances de escada. Isso dificulta o acesso e também constrange as vítimas. Além disso, seria necessário ao menos três delegadas e seis escrivãs para cuidar de toda a demanda recebida”, afirmou.

A delegada Ariadne Elloise Coelho participou da visita e expôs a situação à comissão. “Não é novidade que nossa estrutura é precária. Respondo por duas delegacias, sendo que são apenas sete investigadores para apurar casos de um município com mais de 400 mil habitantes – fora as cidades vizinhas”, ressaltou.

Além disso, a delegada concordou que a estrutura não é adequada para acolher as mulheres. “As vítimas já chegam em estado de vulnerabilidade em um universo totalmente masculinizado. Muitas vezes, a escrivã precisa descer na recepção para atender alguma vítima que tenha deficiência ou problemas de locomoção. Ou seja, essas mulheres acabam sendo duplamente violadas”, explicou. 
Para Ariadne, a visita da deputada é um indicativo de que as autoridades estão atentas a essa questão. “Sabemos que é bem complexa a situação, mas vamos aguardar”.

Em nota
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, apesar do déficit constatado no efetivo, trabalha empenhada para dar respostas à sociedade ao fenômeno criminal. “Dispomos de  servidores capacitados para prestar atendimento de qualidade à população. Ainda que trabalhemos com estrutura reduzida, os atendimentos não estão sendo comprometidos no âmbito da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim”.

Ministério Público já cobrou
Em fevereiro, o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou uma ação civil pública pedindo a Justiça que obrigue o Estado a nomear mais policiais civis para Betim. A ação do promotor Spencer Ferreira Júnior, da 3ª Promotoria de Justiça de Betim, argumenta que o número de delegados, investigadores e escrivães que atuam na cidade não atende a demanda. Sem mão de obra suficiente, haveria uma discrepância entre o número de ocorrências registradas pela PM e a quantidade de inquéritos instaurados pela Polícia Civil – seriam mais 200 mil ocorrências sem investigação atualmente. Conforme levantamento feito pelo promotor, Betim possui hoje 12 delegados, quando deveria ter 24. O número de escrivães deveria ser ao menos de 37, contra os 18 atuais. A quantidade de investigadores deveria subir de 128 para 162. (Lisley Alvarenga)

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