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Em meio à pandemia da Covid-19, aplicativo auxilia no combate à dengue

Das 389 notificações recebidas no app 'Betim sem Dengue', pelo menos 120 já foram atendidas e 42 descartadas; até então, foram registrados 162 casos na cidade

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Aplicativo 'Betim sem Dengue' é gratuito e está disponível para iOS e android
Das mais de 380 notificações recebidas no app 'Betim sem Dengue', pelo menos 120 já foram atendidas e 42 descartadas; até então,
PUBLICADO EM 12/05/20 - 17h26

Além do combate à propagação do novo coronavírus (Covid-19), Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, também não tem descuidado de outra doença que ameaça a população nesta época:  a dengue.

E para ajudar nesse trabalho, a Prefeitura de Betim tem contado com uma importante ferramenta: o aplicativo "Betim Sem Dengue", que funciona como um canal para a população pontuar os principais focos do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a prefeitura, de março até o início de maio, já foram recebidas 389 notificações pelo app de focos do mosquito, que também é transmissor de outras doenças, como a zika, chikungunya e febre amarela.

Pelo menos 120 denúncias já foram atendidas e 42 descartadas. Dentre as principais notificações já verificadas estão ocorrências de possíveis focos em lotes ou terrenos baldios, que representam cerca de 44% das reclamações. Já as notificações de lixo, entulhos e sucatas de construções  somam 19%. Outros 15% estão relacionadas a situações irregulares em caixas d’água, tambores, barris ou cisternas. 

E o combate à doença tem surtido efeito. Segundo dados da Diretoria de Vigilância em Saúde, até a última segunda-feira (11), foram registrados 162 casos de dengue na cidade. No mesmo período do ano passado, quando o município enfrentou uma epidemia da doença, havia 37.843 casos confirmados. 

 No mês passado, a proprietária de um lote no bairro Chácara recebeu uma notificação da prefeitura em relação ao mato que tomava conta do terreno, onde havia também muitos entulhos espalhados. "O lote estava alugado para o pessoal de um ferro velho, mas no início de março, eles entregaram as chaves e eu não verifiquei a situação do local. Quando recebi a ligação fui lá imediatamente e, realmente, estava tudo muito sujo. Fiz contato com os antigos inquilinos, contratei um rapaz para fazer a capina e conseguimos deixar tudo limpo e sem focos de dengue", contou a mulher, que preferiu não se identificar. 

A notificação chegou até a prefeitura por meio do aplicativo, que está disponível desde março para que a população possa comunicar e auxiliar o poder público municipal a fiscalizar os locais com maior incidência de focos. "Eu ainda não sabia que esse aplicativo estava disponível, mas realmente é uma iniciativa muito importante. Peço desculpas aos vizinhos em volta e agradeço por terem denunciado, pois  assim pude tomar as devidas providências", finalizou a proprietária.

Segundo o analista da Divisão de Geoprocessamento da Superintendência de Tecnologia da Informação de Betim, Tuffi Saliba, as notificações recebidas são encaminhadas aos setores responsáveis, como o Meio Ambiente, a Vigilância Sanitária, a Limpeza Urbana e o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE). “De acordo com as situações notificadas, cada setor toma as medidas necessárias. Além disso, um mapa de calor com a infestação do mosquito no município também foi criado, identificando as áreas de maior incidência de focos”, explica. 

O diretor de Vigilância em Saúde de Betim, Nilvan Baeta, ressalta que, além de atuar como agente fiscalizador usando o aplicativo, é muito importante que a população contribua com a prefeitura descartando o lixo somente nos locais permitidos e evitando o acúmulo de água parada.

“Quem verificar qualquer possível foco do Aedes aegypti pode e deve notificar a prefeitura por meio do aplicativo. O uso do aplicativo tem nos ajudado muito, mas queremos uma maior adesão da população. Somente com a coparticipação dos betinenses teremos êxito no combate à dengue”, afirma.

O aplicativo
A primeira ferramenta digital do município na luta contra o mosquito Aedes aegypti é gratuita e está disponível para ser baixada nas lojas virtuais nas versões para Android ou iOS. O projeto foi desenvolvido sem custos para a prefeitura, em parceria com a empresa Ivory, provedora de soluções tecnológicas com sede em Betim. 

Ao verificar um lugar que possa ser um criadouro, o cidadão pode fazer o registro fotográfico indicando a localização. Em tempo real, a informação é enviada para o setor de geoprocessamento da prefeitura, que dará sequência aos procedimentos.

Cuidados em meio à Covid-19
Ainda segundo Baeta, por medo de se contaminar com o coronavírus, algumas pessoas têm evitado receber a visita dos Agentes de Combate a Endemias  (ACEs), que neste momento, têm realizado o controle sem entrar nas residência, verificando apenas a frente, os lados e os fundos dos terrenos. "É extremamente importante que as pessoas atendam os agentes em suas casas. Eles estão devidamente identificados, seguindo todas as medidas de prevenção, utilizando máscaras e portando desinfetante para as mãos a base de álcool 70%", pontou.

Rádio Super

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