O Tempo
Recuperar Senha
Fechar
Entrar

No bolso

Escalada do preço faz pacote de arroz custar até R$ 29,90

Em dois meses, produto teve aumento de 30%; oleo de soja registrou elevação de 45%, conforme pesquisa realizada pelo Procon de Betim

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Pacote de arroz
Pacote de arroz foi encontrado custando R$ 29,90 em Betim, nessa quinta (10)
PUBLICADO EM 10/09/20 - 22h54

A escalada no preço dos alimentos da cesta básica já atinge em cheio o bolso dos brasileiros. Nos últimos dias, o valor do arroz, óleo, leite, farinho de trigo, dentre outros itens, pesou no orçamento familiar, ainda mais, em época de pandemia. 

Uma pesquisa realizada pelo Procon de Betim nessa semana constatou que o litro do óleo de soja está 45% mais caro este mês em relação ao preço praticado em junho. O valor médio está em R$ 5,49, contra R$ 3,98 de três meses atrás.

O arroz também subiu os degraus da inflação. O pacote de 5kg está custando, em média, R$ 25,95, uma alta de 31% em relação a junho (R$ 19,80). A farinha de trigo acompanhou a escalada e teve o preço elevado em pelo menos 9%. O molho de tomate não ficou pra trás: R$ 11,8% mais caro neste mês. Quem também está custando 10% a mais é o pacote de macarrão espaguete. 

No entanto, os preços podem ser ainda maiores dependendo do estabelecimento. Na quinta (10), a reportagem encontrou o preço do pacote de arroz custando R$ 29,90 em um mercado de bairro. O óleo de soja estava a R$ 7,69. 

A dona de casa Andreia Costa dos Santos sentiu no bolso a subida dos preços. “Realmente, está muito caro. O arroz, então, nem se fala. Há anos, o preço estava mais ou menos o mesmo, custando entre R$ 15, R$ 16. Nessa semana, a mesma marca que eu comprava está custando R$ 25, em plena pandemia”, relatou Andreia. 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira (10) que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras dos supermercados. “As medidas que podiam ser tomadas, foram tomadas, para fazer a estabilidade e o equilíbrio para esse produto”, disse em um vídeo publicado em suas redes sociais. "O Brasil abriu mão, tirou a alíquota de importação, para que produto de fora pudesse entrar e trazer um equilíbrio para os preços.” acrescentou.

Na terça (8) e na quarta (9), fiscais do Procon de Betim foram a vários estabelecimentos após os relatos dos altos preços dos produtos alimentícios. 

“Após a averiguação das denúncias, para justificar, verificamos que realmente houve uma alteração de preços, principalmente no arroz, óleo e leite e o que apuramos foi que essa questão, principalmente do arroz, não foi uma questão isolada, municipal, e sim, nacional. Especialistas da economia dizem que por conta da variação do câmbio, o dólar está muito caro, produtores rurais supostamente preferem exportar a manterem a circulação interna. Há também o direito do cidadão ao benefício concedido pelo governo frente a pandemia e, como a demanda está em alta, a circulação de certos produtos gira em torno da oferta e procura, o que provoca essa elevação de preços", disse a superintendente do Procon, Luana Guimarães.

Quem se sentir lesado pode entrar em contato com o Procon, pelo telefone 3531-1188. O agendamento de horário pode ser feito por meio do site www.mg.gov.br/agendamento. 

Rádio Super

O que achou deste artigo?
Fechar

No bolso

Escalada do preço faz pacote de arroz custar até R$ 29,90
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter
Log View