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Homicídios caem 32,3% na cidade em 2 anos, diz Sesp

Dados são mais atuais que os do Atlas da Violência, que divulgou números de 2017 apontando Betim como a cidade com a maior taxa de execução em MG

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Para combater roubos nos ônibus, a Guarda Municipal iniciou uma operação nos veículos
PUBLICADO EM 08/08/19 - 23h30

O Atlas da Violência, divulgado na segunda-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que utiliza dados de mortes violentas de 2017 disponibilizados pelo Ministério da Saúde, apontou Betim como a cidade em Minas Gerais que tinha, naquele ano, a maior taxa de homicídios dentre os municípios mineiros com mais de 100 mil habitantes.

Por utilizar dados de dois anos atrás, o estudo não retrata a queda sistemática nos índices de criminalidade que Betim vem conquistando de 2017 até este ano. Essa redução na criminalidade é mensurada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), órgão do governo que faz o levantamento de crimes conforme os boletins de ocorrência da Polícia Militar. 

Segundo a pasta, Betim teve, em 2018, uma queda nos crimes violentos de 33,9% (que incluem homicídios consumados e tentados; estupros; roubos à mão armada, sequestros e cárcere privado) em relação a 2017. O número de ocorrências diminuiu de 6.549, em 2017, para 4.330, no ano passado. 

Com relação aos homicídios, conforme a Sesp, a redução foi de 32,3% de 2018 em relação a 2017, pois as execuções caíram de 180 naquele ano para 122 no ano passado. Em 2019, o número registrado é ainda menor, com 50 mortes até julho. Já em relação a 2016, o número de crimes violentos reduziu 62%. Naquele ano, foram mais de 200 homicídios.

O secretário adjunto de Segurança Pública, Júlio César, ressaltou que, desde 2017, quando a atual gestão assumiu a prefeitura, uma série de medidas foram adotadas pelo município, em parceria com as polícias Civil e Militar, para alcançar essa redução da criminalidade. 

Uma as principais ações está sendo equipar e a melhorar a estrutura da Guarda Municipal, que passou ainda a portar armas. Paralelo a isso, a cidade recebeu, em 2018, 15 bases comunitárias, instaladas em pontos estratégicos, que foram mapeados após estudos da Polícia Militar. Também vieram mais 150 novos policiais.

“Nós temos feito um monitoramento mês a mês das estatísticas e o que temos visto é que os investimentos que a prefeitura, em parceria com as polícias Militar e Civil, tem feito, estão proporcionado uma queda sistemática da violência em Betim. Vamos continuar investindo nesse sentido”, ressaltou o secretário. 

A Guarda Municipal também tem feito operações especiais para reduzir os índices de violência. Nesta semana, a corporação deu início à ação “Amanhecer Seguro”, que visa combater roubos e furtos em pontos de ônibus e em coletivos.

Apac Betim

Para ajudar ainda mais na redução da criminalidade na cidade, Betim ganhará uma unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), que oferece atividades para auxiliar na recuperação de detentos. O projeto da nova unidade, elaborado pela prefeitura, por meio da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito de Betim (Ecos), já foi aprovado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública e pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (Fbac), responsável por assessorar as Apacs.

Segundo a presidente da Ecos, Marinésia Makatsuru, o projeto da Apac Betim terá 3.409 m² de área construída e capacidade para 200 reclusos, sendo 40 recuperandos que realizarão trabalho externo; 60 no regime semiaberto e 100 em regime fechado, que desenvolverão atividades de recuperação. “Hoje, já temos presidiários que prestam serviços em obras do município. E, com a Apac, daremos oportunidade de recuperação para mais esses 200 detentos”. 

“A Apac regenera o detento para ele voltar melhor ao convívio social. Estatísticas apontam que 87% dos presos do sistema prisional normal voltam ao crime. Já na Apac, esse índice cai para cerca de 12%, 15%, pois é um sistema que envolve profissionalização e oportunidade”, disse o prefeito Vittorio Medioli.

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