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Janeiro teve o melhor saldo de empregos em 4 anos

No primeiro mês deste ano, cidade registrou a criação de 349 postos de trabalho, o melhor resultado para o mês desde 2014; indústria e serviços lideraram ranking

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Vagas
Das oito áreas do levantamento do Caged, só a construção civil teve saldo negativo

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PUBLICADO EM 08/03/18 - 21h40

JOSÉ AUGUSTO ALVES
economia@otempobetim.com.br


Após ter encerrado 2017 com resultado 81% melhor do que no ano anterior na geração de empregos formais (saldo negativo de 919 vagas no ano passado contra 8.499 empregos a menos em 2016), o ano de 2018 começou com um resultado positivo em Betim na criação de novas vagas.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho, em janeiro deste ano, Betim teve saldo positivo de 349 vagas com carteira assinada. O resultado foi a diferença do número de pessoas que foram admitidas (2.689) contra as que foram demitidas (2.340).

Ainda conforme o levantamento, esse  foi o melhor resultado para um mês de janeiro desde 2014, quando o saldo positivo foi de 520 postos de trabalho. Em comparação com janeiro de 2017, houve uma melhora de 45% na criação de empregos formais: no mesmo mês do ano passado, foram 240.

Quem liderou o ranking na criação de vagas em janeiro foi o setor industrial, com saldo de 198 empregos gerados. Foram admitidos 774 trabalhadores, e 576 demitidos. Em segundo lugar foi o de serviços, com 155 admissões a mais do que demissões.

Das oito áreas pesquisadas no balanço do Caged, apenas uma teve resultado negativo em Betim: a construção civil, que registrou mais desligamentos (223) do que contratações (169).
Nos últimos 12 meses (janeiro 2017 a janeiro 2018), o saldo em Betim ainda é negativo: menos 712 vagas.

Para o economista Vicente Mesquita, a recuperação da economia brasileira ainda é lenta, mas já está em um estágio de estabilização. “Como era esperado, no fim de 2017 e neste início de 2018, a economia passaria a se recuperar. No ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1%, e isso ajudou também no mercado de trabalho. A perspectiva é que tenhamos um ano um pouco melhor, claro, se o cenário político não prejudicar o econômico”, afirmou.

Com a recuperação da economia, a tendência é que o país siga gerando empregos, mesmo que não seja em grande quantidade. “A expectativa é que a criação de postos de trabalho continue, em um patamar ainda mais lento. Mas há boas perspectivas, como a indústria, por exemplo. Para este ano, há a expectativa do PIB brasileiro crescer entre 2,8% e 3%, mas o setor industrial deve expandir cerca de 5%”, disse. “Porém, há a questão de inovação tecnológica, já que hoje a indústria não precisa do mesmo número de trabalhadores para produzir a mesma quantidade de produtos de três, quatro anos atrás. Mas, apesar desse fator, acredito que não deverá haver o fechamentos de vagas que foi registrado nos últimos dois, três anos”, completou.

Geral
Ainda referente a janeiro, o resultado na geração de empregos também foi positivo no país e no Estado. Segundo o Caged, o Brasil gerou 77.822 novas vagas, e Minas Gerais registrou um saldo positivo de 8.336 empregos formais.

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