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Violência

Morte da menina Ieda é debatida em audiência

Família disse que Estado foi omisso; autoridades criticaram demora da aplicação das leis e pediram punições mais severas

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Audiência
Audiência solicitada pelo vereador Roberto da Quadra (PHS) ocorreu na última quarta (4)
PUBLICADO EM 05/12/19 - 22h25

O caso da pequena Ieda Isabella, 5, assassinada a facadas no dia 30 de outubro, quase em frente à creche em que ela estudava, no Vila Cristina, por Moabe Edon Souto, 25, diagnosticado com esquizofrenia, foi tema central de uma audiência pública realizada na quarta (4), na Câmara dos Vereadores. 

No debate, solicitado pelo vereador Roberto da Quadra (PHS), presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, as autoridades presentes pediram que as leis federais contra os criminosos sejam mais severas e criticaram a lentidão na aplicação da legislação no Brasil. 

“O crime de homicídio demora, em média, nove anos para ser julgado definitivamente no país. O Moabe foi preso sete vezes pela Polícia Militar e estava legalmente livre no dia em que assassinou a Ieda. É preciso pressionar os nossos representantes em Brasília para melhorar as nossas leis, que são muito fracas”, cobrou o secretário municipal de Segurança Pública, Júlio Cézar de Paula. 

Para o delegado de Homicídios de Betim, Otávio Carvalho, o Judiciário precisa passar por reformas para se tornar mais ágil e punir com mais severidade os criminosos. “A morosidade gera a impunidade”, disse.

A tia de Ieda, Kátia Lúcia Alcântara Leite, 40, culpou o Estado pela morte da sobrinha. “A Ieda foi morta por culpa da omissão do Estado, que deixou solto um criminoso perigoso. Ele agora tenta se passar por doente mental, porém, se tivesse realmente problema de cabeça não pagaria em dia os traficantes que o abasteciam”. 

A tia da menina falou ainda sobre o drama vivido pela família hoje. “O irmão da Ieda, de 7 anos, chama por ela a todo o momento e não consegue mais aprender nada na escola. A mãe só quer trabalhar”, disse. 

Na audiência, estiveram presentes ainda o subcomandante do 66º Batalhão, major Orleans Dutra, o secretário de Governo, Léo Contador, e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Júnia Amaral. Ninguém do Ministério Público e do Poder Judiciário compareceu. 

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