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Homicídio

Polícia prende suspeitos de assassinar adolescente de 13 anos em Betim

Segundo delegado, mandante do crime deu ordem de dentro de presídio; garota foi assassinada com 13 facadas e teve corpo jogado à beira de rio

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Delegado
Delegado Otávio de Carvalho detalhou como foi o crime
PUBLICADO EM 29/11/19 - 18h02

A Polícia Civil de Betim, na região metropolitana, detalhou em coletiva nesta sexta-feira (29) o assassinato de uma menor de 13 anos que ocorreu em fevereiro na cidade. O corpo da adolescente foi encontrado às margens do rio Paraopeba no dia 19 daquele mês, com 13 facadas. O crime, segundo o delegado Otávio de Carvalho, está relacionado ao tráfico de drogas. Quatro pessoas tiveram a prisão preventiva decretada e já estão detidos.

Conforme o delegado, um dos envolvidos no crime, um rapaz de 20 anos, está preso em presídio de Ribeirão das Neves e seria o mandante do assassinato, além de ser chefe da quadrilha.

A companheira dele, de 23, além de dois irmãos, um de 19 e outro de 21, foram presos no último dia 6. Dois menores de 17 anos também estão envolvidos no crime.

Segundo Carvalho, a menor foi aliciada pelo chefe do grupo por meio das redes sociais para trabalhar para ele no tráfico de drogas. “A jovem foi vítima de um crime brutal, já que foi torturada e morta. Ela foi aliciada por um conhecido chefe de uma quadrilha que atua no bairro Duque de Caxias, em Betim, que, mesmo preso, consegue um telefone e assedia a menor pelas redes sociais para trabalhar para ele. Ela aceitou e começou a vender droga. Mas teve uma quantidade que ela não acertou a venda. Com isso, ela começa a ser ameaçada e procurada pelo grupo”, afirmou.

De acordo com o delegado, há mensagens de celular dos suspeitos ameaçando a vítima. “A menor não tinha telefone, mas usava o da avó dela. No aparelho, encontramos ameaças do líder do grupo e da companheira dele. A mulher, inclusive, era quem repassava todas as orientações do mandante, que estava dentro do presídio. Também ameaçaram a família da garota”, disse.

A vítima foi encontrada pela quadrilha no bairro Paquetá e depois teve o corpo jogado às margens do rio. Outra razão que fez a polícia chegar aos suspeitos dos autores do crime foram os depoimentos de testemunhas. “Teve uma testemunha que passava pelo local no momento em que o corpo era desovado. Ela reconheceu um dos autores. Inclusive, se mudou de Betim e deixou o emprego que tinha de carteira assinada por medo”, completou o delegado. “Outras testemunhas confirmaram que os integrantes desse grupo estavam procurando a menor pelo bairro”, acrescentou.

O delegado disse que os suspeitos serão indiciados pelos crimes de organização criminosa, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

Familiares da vítima acompanharam a coletiva da polícia. O pai dela, um carpinteiro de 35 anos, disse que está mais aliviado pelo trabalho dos policiais. “Mas a dor não passa. Espero que eles (suspeitos) sejam punidos”, desabafou.

Ele conta que a garota era desobediente, mas que nunca pensou que poderia ter um fim trágico. “Sempre fala com ela que amizade de rua não era amizade, que a levaria para o buraco, que era para escutar o pai, a avó, o tio. Ele sempre teve um tom de rebelde, mas eu nunca acreditei que aconteceria isso. Foi muita covardia o que fizeram com ela, cortaram o pescoço dela. Quero justiça”, concluiu.

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