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Pressionado, Sapori retoma promessas de segurança

Secretário admite que a violência é alarmante, com a taxa de homicídios maior que a do país e de BH, e prometeu reforçar a parceria entre a PM e a Guarda Municipal

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Audiência
Sapori, padre Toninho, major Martins e moradores do Bueno Franco participaram do debate
PUBLICADO EM 12/03/15 - 23h31

Um mês após assumir a recém-criada Secretaria de Segurança Pública de Betim, fruto de um acordo político do prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) com a cúpula do PSDB estadual, o sociólogo Luis Flávio Sapori já começa a ser pressionado para reduzir a criminalidade da violência no município.

Na noite dessa quinta-feira (12), o secretário participou de um debate com moradores, comerciantes e estudantes do bairro Bueno Franco e retomou as promessas que fez em sua posse. A Polícia Militar também participou do encontro, realizado na igreja da paróquia São Judas Tadeu.

Durante seu discurso, Sapori admitiu que Betim tem índices de violência alarmantes. “Betim é uma das cidades mais violentas do Estado, com taxa de 60 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Brasil, essa taxa está em 23 para 100 mil. Temos mais de 5.000 roubos por ano, é uma realidade preocupante, e a grande maioria dos crimes está relacionada ao tráfico de drogas”, explicou.

Sapori também afirmou que as 37 câmeras de segurança da cidade não estão funcionando. “Recebemos a empresa que vai fazer a manutenção dessas câmeras e, em três meses, elas deverão voltar a funcionar, pois hoje, algumas estão sem bateria e outras estão com o cabo cortado”, afirmou. “Elas são importantíssimas no combate ao crime, mas hoje não funcionam. Outras 27 câmeras serão instaladas na cidade, com dinheiro do governo federal, e outras 30 também virão”, completou o secretário, sem, no entanto, especificar um prazo.

O secretário também reiterou que a construção do Centro de Ressocialização para Menores Infratores na cidade, uma demanda antiga da população, tem que ser feita o mais breve possível. “Se isso não acontecer, não vamos conseguir diminuir o índice de violência”.

Outra ação prometida pelo secretário é uma parceria entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar para a realização de patrulhas ostensivas e preventivas em áreas comerciais.

O comandante da 188ª Cia. de Polícia Militar, major Martins, também participou do debate. Segundo ele, a companhia tem um 65 policiais para atender a 54 bairros. “O efetivo é pequeno para a nossa demanda. Por isso, precisamos do apoio da comunidade para combatermos juntos a violência”.
Para o aposentado José Teodoro, que este no debate, disse que será preciso muito mais para diminuir a violência. “A cidade não tem projetos de esporte, lazer e educação para os jovens. Será preciso fazer muito mais ações”, disse.

A dona de casa Alberta dos Santos concorda. “A violência é alarmante. Os roubos e os homicídios acontecem corriqueiramente. É necessário muito mais que apenas colocar mais polícia na rua”, concluiu.

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