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Síndrome Mão-Pé-Boca põe escolas de Betim em alerta

Na rede pública da cidade, foram oito casos notificados da virose só neste ano; folhetos estão sendo enviados aos pais de alunos para orientar sobre a doença

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Desconhecida
Sem conhecer sobre a doença, Bárbara acreditou que a filha estava com uma alergia
PUBLICADO EM 09/05/19 - 19h48

Uma doença altamente contagiosa e que ataca, principalmente, crianças com até cinco anos de idade, a Síndrome Mão-Pé-Boca vem colocando algumas escolas de Betim em alerta: muitas enviaram nos últimos dias folhetos aos pais orientando sobre a virose e a importância de os menores infectados ficarem por um tempo afastados do convívio escolar para se evitar surtos. 

Ainda pouco conhecida entre a população, a doença não tem notificação obrigatória pelo Ministério da Saúde, o que faz com que não haja estatísticas consolidadas sobre a síndrome no país. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde informou que notificou, de janeiro até a última terça (7), ao menos oito casos da virose. Em 2018, foram 14 registros.

De acordo com o pediatra José Carlos Matos, que é especialista em vigilância em saúde e controle de infecções, os primeiros sintomas da doença são semelhantes aos de uma virose comum, como febre e dor de garganta, e podem ser acompanhados de mal-estar e perda de apetite. “Alguns dias depois, começam a aparecer manchas vermelhas e lesões, normalmente, nos pés, nas mãos e dentro e fora da boca. Há casos em que as lesões acometem as nádegas e as mães confundem com assadura”. 

Foi essa a evolução dos sintomas da pequena Maria Marri, de 1 ano e 10 meses, diagnosticada recentemente com a Síndrome Mão-Pé-Boca. A mãe, a engenheira civil Bárbara Marri, 33, disse que ficou surpresa, pois nunca havia ouvido falar sobre a virose. 

“Inicialmente, minha filha ficou com a garganta irritada, vermelha e chegou a dar uma febre de 39 graus. Levamos ao otorrinolaringologista e ele disse que ela estava com a garganta inflamada. Depois, apareceram bolhas nos pés e nas mãos. Mas, como ela é alérgica a picadas de pernilongos, achei que fosse isso. Quando as bolhas saíram na boca, levei ela ao pediatra, que deu o diagnóstico da síndrome”, contou a mãe.

Felizmente, a menina não transmitiu a doença para nenhuma outra criança, mas teve que ser afastada da instituição em que estuda por mais de dez dias. “Ela teve que tomar analgésicos e se hidratar bem. Mas fica o alerta para as mães ficarem atentas. Pelo menos para mim, essa doença era desconhecida”, pontuou. 

Transmissão e prevenção

Além de interromper o contato com crianças doentes, o pediatra e infectologista José Carlos deu outras dicas para mães e pais evitarem que seus filhos sejam infectados pela síndrome, que é transmitida pelo contato direto com outras crianças contaminadas com o vírus.

“Calcula-se que uma criança infectada pode transmitir a doença para 76% das demais que ela tiver tido convívio. Por isso, prevenir o contagio é tão importante. O ideal é que a criança seja afastada do convívio social por, ao menos, dez dias, sendo que os cuidados com a higienização dela devem ser mantidos por um mês, período em que ainda pode haver o contágio. A mãe sempre deve higienizar as mãos antes e depois de trocar a fralda da criança, além de limpar bem brinquedos e outros objetos”, afirmou o pediatra. 

Os adultos não estão imunes. Quando contaminados, eles têm sintomas mais acentuados, com fortes dores pelo corpo e podendo ter, inclusive, até dificuldade para andar.

Surtos em MG

No ano passado, o Estado registrou seis surtos da Síndrome Mão-Pé-Boca. As informações são da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A maioria das ocorrências foi registrada na cidade de Santa Bárbara, com 91 pessoas contaminadas com a doença. Em São Gonçalo do Rio Abaixo também houve um surto, com 23 casos. 

Em Belo Horizonte, no ano passado, também foi notificado um surto da Síndrome Mão-Pé-Boca, com 17 infectados. Houve também surtos em Catas Altas (15 casos), Mutum (cinco) e Matipó (três casos).

Já em 2017, ocorreu um surto em municípios que fazem parte da regional da cidade de Varginha, acometendo 176 pessoas com a virose. 
 

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