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Violência sem controle

Assassinato em escola e toque de recolher apavoram moradores do PTB

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Depois que Chiquinho (detalhe), chefe do tráfico, foi morto dentro de uma escola no PTB, moradores e comerciantes tiveram que obedecer a
Assassinato em escola e toque de recolher apavoram moradores do PTB
PUBLICADO EM 06/03/09 - 00h44

A semana foi tensa para moradores e comerciantes da região do PTB, onde traficantes impuseram "toque de recolher" após a morte de Francisco das Graças Barreto, o Chiquinho, de 30 anos, assassinado com 18 tiros dentro da Escola Estadual Vera Maria Resende. Chiquinho era o considerado o principal chefe do tráfico e temido pela comunidade.
O toque de recolher, que seria de três dias, teria sido anunciado logo após a morte de Chiquinho, na noite de terça. As ruas do bairro ficaram praticamente desertas, com escolas, creches e o comércio totalmente fechado na quarta-feira. Apenas o centro de saúde teve "autorização" para abrir.
"Tenho criança em casa. Imagina se meu filho passa mal e precisa de um remédio. Como eu ia fazer?", disse a moradora Fernanda de Oliveira.
Para tentar garantir segurança aos moradores, mais de 70 policiais militares foram deslocados para os bairros da região do PTB. Um dia depois, na avenida Rio Madeira, a principal do bairro, alguns comércios ainda mantinham as portas fechadas, mas a maioria funcionava normalmente. As escolas estavam abertas, mas com poucos alunos.
Na quinta, 5, a PM parou uma van com várias pessoas, que iriam ao enterro de Chiquinho. Foi apreendida uma pistola automática e munição. Duas mulheres foram detidas, mas até o fechamento desta edição, nenhum suspeito pelo crime foi preso. A única prisão feita foi de quatro pessoas, suspeitas de terem determinado o toque de recolher.
Chiquinho teria tentado se esconder na escola após ser perseguido por bandidos. O aluno Paulo Sérgio Soares Lopes, de 20 anos, e Josimar Diniz dos Santos, foram atingidos nas pernas e levados para o Hospital Regional com ferimentos leves.

"É inaceitável. As forças policiais têm que ocupar este espaço e tranquilizar a população"

Maurício Campos
Secretário de Estado de Defesa Social

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