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Sonho

A história de um jogador que não queria ser goleiro

Um atleta que iniciou na cidade e se tornou ídolo da fanática torcida do Náutico

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Gledson
Das escolinhas de futebol de Contagem para a disputa do Brasileirão da série A
PUBLICADO EM 03/11/17 - 02h00

Toda criança na minha época tinha um sonho de ser jogador de futebol o meu não era diferente. Nascido na cidade de Almenara, Gledson Moreira dos Santos veio morar em Contagem no bairro Parque São João com 8 anos, vivia na rua correndo atrás de bola, passava o dia inteiro jogando bola ao ponto do meus país ter que mim chamar pra ir jantar e dormir.

Naquela época as condições em eram muito difíceis. “Sei que para ser jogador de futebol tinha que estar em uma escolinha, e meus pais não tinham condições de pagar. Até que com 14 anos surgiu um teste pra jogar no gol, posição que eu não gostava, mas foi aí que percebi que seria a oportunidade de realizar meu sonho é apostei toda minha fichas no gol”, declara o atleta.

Ele foi fazer o teste na escolinha do Cruzeiro que tinha na Sociedade Hípica, em Contagem, onde Gledson começou a aprender os fundamentos de goleiro. “ Na escolinha treinava duas vezes por semana, no bairro treinava os outros dias, e vivia nos campo de terra pulando na expectativa de um dia ser um grande goleiro”, diz. Aos 16 anos, ele saiu da escolinha pra jogar futebol amador em Contagem nos times da cidade, primeiro no River Plate, e aos 17 anos, no Vila Nova do Riacho, onde diz que seu sonho começou a se concretizar. Em 2000 estava na seleção dos jogadores que disputava o campeonato Junior e a Taça BH, a segunda maior competição de base do Brasil na época. “Lembro perfeitamente como hoje eu fui o último a ser selecionado entre os 38 atletas, sendo somente 22 iriam pra disputar a competição. Era o atleta mais novo do elenco, mesmo perdendo todos os jogos fui destaque do time, e surgiu a oportunidade de fazer testes no Cruzeiro e no Atlético”, conta.

Pelo Cruzeiro, Gledson fez três testes e não deu certo mas não desistiu e no Atlético passou três meses e também não deu certo, foi quando surgiu uma oportunidade de ir jogar em Caéte, em um time recém formado pelo empresário Renato, que revelou vários jogadores. No ano seguinte, Gledson foi jogar no Marcílio Dias SC, de lá começou a rodar pelo Brasil a fora, foi para o São Paulo jogar no Rádio Mococa e Suzano foi onde se profissionalizou, realizando o seu primeiro sonho que era se tornar profissional, o segundo era jogar a série A do Brasileiro jogando contra os grande clubes Brasileiros. Logo em seguida, o goleiro foi para o São Bernardo depois Cascavel PR e teve a oportunidade de ir pro primeiro clube de torcida, o Paysandu. Perto de realizar seu sonho, o atleta conta que a oportunidade se tornou a maior dificuldade que passou no futebol. “Na época o clube passava por problemas financeiros, e pra piorar machuquei, faturando o osso da mão e não tive respaldo do clube. Nas maiores dificuldades que aprendemos a valorizar as pequenas coisas, foi a partir daí que tudo começou a melhorar em minha vida. Muitos não acreditava que poderia jogar futebol, mas Deus é tão bom que foi a partir daí que comecei a destacar no Oeste de Itapolis, em São Paulo, sendo então contratado pelo Santa Cruz de Recife e logo em seguida fui jogar a série A do Brasileiro pelo Náutico realizando meus sonhos de jogar nos grande estádios contra os grande clubes e sendo destaque ídolo da torcida, joguei lá por quatro anos e depois fui pro Boa Esporte MG em seguida vendido pra Portuguesa na qual joguei três anos e por último time Campinense que joguei terceira temporada”, desabafa Gledson Santos.

Maior ídolo do esporte

Finalizando a entrevista, Gledson fala de seu maior ídolo, Ayrton Senna e do sonho de ver o futebol brasileiro com pessoas profissionais sérias e honestas. “Creio que se tivesse trabalhos sociais no esporte tirariam muitas crianças e adolescentes do caminho errado, esporte é vida”, declara.

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