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Apae de Contagem adere ao novo modelo de inclusão

Proposta do MEC é bem-vista e aceita pelo Cais; alunos frequentam escolas regulares e estão inseridos no programa de Atendimento Educacional Especializado

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APAE
Investimento. Centro de Atendiemnto e Inclusão Social investe na formação de professores e educadores para receber os novos alunos
PUBLICADO EM 23/08/13 - 09h55

Atualmente o Brasil vive um momento de muitas manifestações, reivindicações e mudanças.

Na esfera da educação, não faltaram argumentos para hastear bandeiras e gritar mais alto, mas recentemente a proposta do Ministério de Educação de retirar as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) do Plano Nacional de Educação foi um motivo a mais para que a população voltasse às ruas.

De acordo com a proposta do MEC, o atendimento escolar a alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotados deve ser feito apenas na rede regular de ensino, e não em escolas especiais.

Em Contagem, a Apae, que desde agosto de 2012 passou a ser denominada Centro de Atendimento e Inclusão Social – Cais, já está inserida no novo modelo proposto pelo Ministério da Educação.

Para realizar esse atendimento inclusivo, foi preciso mudar de nome. De acordo com a superintende do Cais, Cristina Abranches Mota Batista, o modo de trabalho mudou e com isso houve contradições de ideias com o que determina a Federação Nacional das Apaes.

Nesse contexto, “atendemos 350 crianças e jovens. Todos que se encontram em idade escolar estão matriculados na escola comum em um turno e no outro no Atendimento Educacional Especializado – AEE, no Cais. Alguns frequentam o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e em outro turno fazem a educação profissional ou mesmo participam do programa jovem aprendiz no Cais".

Dois lados
As opiniões se dividem e divergem quando o assunto é a inclusão desses alunos.

De um lado a presidente da Federação Nacional das Apaes, Aracy Maria da Silva Ledo, defende que na prática a proposta pode provocar a extinção de um atendimento relevante deixando de ser uma forma de integração e socialização, e sim de inclusão radical.

O deputado Dinis Pinheiro afirma que o fim das Apaes é uma proposta desastrosa. “A atitude do Ministério da Educação é um atentado contra a cidadania. Viemos defender o que considero sagrado para muitas famílias brasileiras, que é o atendimento especial, feito com carinho, respeito e tratamento adequado”.

Em contrapartida, a Superintendente do Cais, Cristina Abranches Mota Batista, apoia o modelo em questão e lembra que a exigência da inclusão é uma recomendação da ONU em uma evolução dos direitos das pessoas com deficiência. “Não acho que esses alunos ficarão desamparados se a proposta for de inclusão nas escolas comuns, só estarão desamparados se não receberem o Atendimento Educacional Especializado no contraturno da escola comum”.

Ela ressalta ainda que a inclusão é benéfica para todos os envolvidos. “Existem muitos pais que querem e defendem a inclusão de seus filhos, tanto que os números a favor da inclusão têm crescido consideravelmente”.

No entanto, é preciso construir dentro das escolas públicas e particulares condições de receber esses alunos, além de investir na formação de professores e educadores. “Não lutamos contra a inclusão, mas a favor dela. Enquanto as crianças ficarem apenas nas escolas especiais, não criaremos as condições necessárias”, conclui. 

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