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Educação

Contagem debate violência nas escolas

O boato de um suposto plano de ataque nas escolas Firmo de Matos, Helena Guerra e Vasco Pinto, todas localizadas na região do Eldorado foi um dos temas

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ANDERSON PENA/CMC/DIVULGAÇÃO
Representantes de diversos segmentos debateram sobre o tema
PUBLICADO EM 06/09/19 - 12h51

O quadro de violência no ambiente escolar e a urgente discussão sobre as soluções que podem dar mais segurança a alunos, professores e toda a comunidade escolar foram debatidos, em audiência Pública, na noite dessa quarta-feira (04/09). O debate aconteceu no plenário da Câmara Municipal e foi promovido pela Comissão Externa de Educação da Casa, por meio do seu presidente, vereador Dr. Rubens Campos (DC).
Segundo o vereador, a própria comunidade escolar e também o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Contagem – Sind-UTE apresentaram a demanda, procurando o Legislativo para a organização de um ambiente de debate, troca de informações e ideias.
Além da sociedade civil, compareceram alunos, professores e diretores de escolas públicas municipais e estaduais localizadas no município de Contagem, além do Conselho Municipal de Educação. Estiveram presentes também as forças de segurança – a Polícia Militar, representada pelos 18º e 39º Batalhões de PMMG, e a Guarda Civil de Contagem, retratada pelo seu comandante, Levi Sampaio, e pelo gestor da Patrulha Escolar da Guarda, Arlindo Junio.
A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) marcou presença com várias superintendências e diretorias, além do subsecretário de Gestão e Operações, Sérgio Mendes, da subsecretária de Ensino, Dagmá Brandão, e da vice-presidente da Funec, Raquel Parreiras.
Atuação das forças de segurança pública
A Polícia Militar mostrou o Patrulhamento Escolar e o Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas, que consiste na intervenção de policiais capacitados dentro das salas de aula, quando solicitados pela própria escola, visando à orientação de crianças e jovens contra as drogas e a cultura da violência, trabalhando conjuntamente com as escolas e as famílias.
Segundo o Capitão Marcos César Rodrigues, representante do 18º Batalhão na audiência, no primeiro semestre desse ano passaram pelo Proerd mais de 500 alunos, número que deverá dobrar até o fim do ano, com a formação de novos policiais instrutores para o programa. Marcos também reforçou o esforço que a PM tem feito para atuar além da ação repressiva, enfatizando a importância das ações preventivas e educativas da instituição.
Já a Guarda Civil de Contagem apresentou um relatório de atuação nas escolas do ano de 2018 e do primeiro semestre de 2019. Segundo Arlindo, nesse período, a Guarda fez quase 11 mil passagens pelas escolas do município, além de 56 apresentações de teatro e 49 palestras que tratam, dentro das escolas, assuntos diversos, como bullying, drogas, crimes cibernéticos etc.
Arlindo garantiu, ainda, que dentre as 67 Guardas Civis do estado, a de Contagem é a que tem mais investido no trabalho em escolas e no patrulhamento escolar, disponibilizando viaturas destinadas especificamente para atendimento às escolas em todas as regionais da cidade. “E na nossa central, 153, estamos sempre prontos para nos deslocar e atender os chamados das instituições de ensino da cidade”, finalizou.
Para o Comandante Levi Sampaio, a Guarda Civil de Contagem tem feito um trabalho significativo nas escolas e em toda a cidade, resultando na comprovada diminuição da violência nos últimos cinco anos. “Por isso, temos que tomar cuidado com as informações que chegam até nós, a mídia que só mostra o lado negativo, estamos também tendo avanços”, concluiu.
Secretaria de Educação
A Seduc apresentou, ao longo da audiência, dados sobre a incidência de roubo e vandalismo nas escolas e anunciou o processo de andamento das licitações que vão contratar, para todas as escolas municipais, câmeras de videomonitoramento.
O subsecretário Sérgio Mendes também fez críticas à falta de propostas válidas e aos cortes nos recursos e investimentos para a Educação praticados pelo Governo Federal, contrapondo o investimento próprio do município, principalmente no programa municipal de reforma e revitalização das escolas, o Pró-Escola, que deve destinar R$10 milhões para a reforma de todas as unidades escolares da cidade.
Outra iniciativa apresentada pela Seduc é a nova Diretoria de Clima Escolar, cujo objetivo é conhecer de perto e detalhadamente as características e particularidades de cada escola, ampliando o diálogo entre a Secretaria e professores, diretores e alunos. “Não podemos discutir o formato de uma escola no Eldorado da mesma forma que discutimos o de outra que fica no Nacional, quase na divisa com a Pampulha. São realidades e demandas diferentes”, explicou Sérgio.
Episódios de violência
Uma das falas do Sind-Ute foi incisiva na abordagem de um tema que ganhou visibilidade no mês de junho deste ano: um boato de um suposto plano de ataque nas escolas Firmo de Matos, Helena Guerra e Vasco Pinto, todas localizadas na região do Eldorado.
Segundo Patrícia Pereira, diretora do Sind-Ute Contagem, alunos teriam se “inspirado” no Massacre de Suzano, ocorrido em março deste ano, e estariam planejando ações parecidas, o que causou um ambiente de medo e insegurança nos pais, alunos e funcionários das escolas.
Enumerando também outros casos pontuais de violência em outras localidades, dentre elas a Escola Estadual Professora Lígia Maria Magalhães, Patrícia aproveitou também para, dentre diversas considerações, lamentar os cortes federais na educação e a ausência das escolas em tempo integral, que seriam importantes aliadas na prevenção da violência.
Sobre esse assunto, a subsecretária de Ensino, Dagmá Brandão, apresentando números relacionados à juventude e violência, lembrou que a primeira escola em tempo integral de Contagem será entregue no próximo ano, e a expectativa é de que até 14 mil crianças e jovens de Contagem já poderão ser atendidas com as escolas de turno e contraturno.
Manifestação do público
Após as falas dos componentes da mesa e convidados, a audiência foi aberta para a participação do público presente, quando diversos questionamentos foram encaminhados e respondidos.
A audiência terminou com a conclusão compartilhada de que o debate sobre segurança nas escolas é intenso, complexo e deve envolver os mais diversos setores da sociedade, em rede, na busca das soluções necessária

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