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Ferramentas online reduzem custo e burocracia de seguradoras

Robôs e inteligência artificial estão substituindo humanos em vistorias e análise de processos

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Análise de fotos e rastreabilidade por aplicativos podem dispensar vistoria humana em veículos a serem segurado
PUBLICADO EM 12/11/19 - 03h10

As ferramentas online, a automação, o uso de tecnologias para análise de dados e hábitos do consumidor estão promovendo uma verdadeira transformação no mercado de seguros. A ideia é usar robôs e inteligência artificial em funções desempenhadas até então por humanos. Com isso haveria redução de custos e de burocracia, permitindo a contratação de seguro por minutos, horas ou dias, além do tradicional contrato anual. Uma das novidades do mercado é a substituição de vistorias presenciais dos imóveis, feitas por engenheiros e técnicos, nos seguros residenciais, pelo envio de fotos por meio de programas de computador. No caso dos seguros de financiamentos habitacionais, o Banco Central recentemente liberou as instituições financeiras da visita às casas.

Todas as facilidades para contratação, no entanto, dizem os especialistas, exigem do consumidor cuidado redobrado na contratação. Isso porque é preciso estar atento às cláusulas de exclusão, aos meios de ativação da cobertura e aos períodos de validade, para não correr o risco de ficar a descoberto justamente no momento em que mais se precisa.

Além disso, o consumidor deve estar ciente de que nesses novos modelos, em alguns casos, os seus passos podem estar sendo seguidos. Trata-se de aplicativos que informam a localização dos celulares, equipamentos que, acoplados aos carros, mostram o comportamento do motorista. Tudo isso pode levar à redução ou aumento no preço do seguro, dependendo do risco que a empresa avaliar que o cliente representa.

No caso de apólices de automóveis, por exemplo, em vez de levar o carro a um posto para vistoria prévia ou a uma oficina autorizada, o cliente pode fazer todo o processo pelo celular. “O custo médio das apólices está caindo nos últimos anos, e um dos fatores é a presença da automação nos processos das seguradoras”, explica Wilson Leal, diretor de tecnologia da Tokio Marine.

Nos seguros residenciais, há casos em que é possível comunicar o sinistro totalmente online. O próprio morador faz as fotos do dano no imóvel e as envia para a seguradora, substituindo assim a vistoria presencial, o que poderia levar dias. “Demorávamos de cinco a oito dias para dar uma resposta. Agora, o processo leva duas horas”, afirma José Carlos Silva, diretor de operações de sinistros da Zurich, acrescentando que esse tipo de facilidade está disponível apenas para danos elétricos.

Um dos seguros mais populares no país e que vem passando por transformações é o de celular. A procura cresceu tanto nos últimos anos que chamou a atenção das empresas digitais e startups, que estão inundando o mercado com novas propostas. “Como usamos muita tecnologia e análise de dados em todo o processo, conseguimos reduzir custos e cobrir, além de furto qualificado e roubo, o furto simples (que o mercado não cobre)”, afirma Lucas Prado, fundador da Pier.

Depois de uma experiência ruim com o seguro de celular, que a fez desembolsar um terço do valor do produto quando foi roubada para fazer jus a uma indenização, a executiva Marianna De Lamonica, de 34 anos, foi convencida a fazer um novo contrato pela praticidade do seguro digital. Outro atrativo foi o preço, R$ 94,90 mensais: “Entrei no link do Facebook, baixei o app, preenchi um questionário e fiz a contratação. Vivo na rua e não queria ficar desprotegida”.

Ausência de vistoria pode ser problema

Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), negativa de cobertura, falha de informação e descumprimento de oferta são os problemas frequentes no setor de seguros.

Para Igor Marchetti, advogado do Idec, a ausência de vistoria presencial pode ser um problema. “Como ocorrem questionamentos por parte das seguradoras para fazer a cobertura do sinistro, deve-se lembrar que é da empresa a responsabilidade pela não realização da vistoria presencial”, disse.

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