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Mercado Central tem 30 anos de histórias

Visite o Mercado e desfrute de um espaço que mistura o antigo e o novo, em uma profusão de cores, cheiros e texturas

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PAULO PEREIRA/PMC/DIVULGAÇÃO
Conhecido como Cariri, Antônio Djalma Xavier Porto é um dos comerciantes mais antigo
PUBLICADO EM 30/08/19 - 15h07

O Mercado Central de Contagem completa 30 anos em 2019. Nestas três décadas de vida, deixou de ser apenas um local destinado à venda de frutas, verduras e legumes para se tornar um grande centro comercial: são oferecidos mais de 60 tipos de produtos. Além disso, concentra prestação de serviços e vem se tornando um dos principais pontos da cidade com eventos acessíveis ao público, se consolidando como referência cultural e patrimonial.

No Mercado Central há lojas de biscoito e ervas medicinais, pet shop, tabacaria, laticínios, peixaria, açougue, de roupas e assessórios, além dos hortifrutigranjeiros. Em se tratando de serviços, funciona os Correios, tem dentista, lotéricas, lojas de conserto de celulares, de instrumentos musicais e drogarias, sem contar lanchonetes, bares, restaurantes e armazéns.

Conhecido como Cariri, Antônio Djalma Xavier Porto é um dos comerciantes mais antigos, desde o início do Mercado. Ele é proprietário do estabelecimento que leva o seu apelido e que tem a cachaça como grande atrativo. Mas no “Bar do Cariri” também são vendidos cervejas e tira-gostos. “Temos vários rótulos e a que mais vende é a famosa cachaça da roça. Para acompanhar, a carne de panela com mandioca e jiló é muito pedida”, sugere Cariri.

Quem também está presente no Mercado desde o início é a loja “J Almeida Doces”, que vende laticínios em geral, frutas secas e castanhas. Deivison Vieira de Almeida é filho do proprietário. “No início, só verduras, frutas e legumes podiam ser comercializados aqui. Depois, nosso comércio foi ganhando características de uma mercearia e passamos a vender queijos e doces. Hoje, as pessoas têm condições de se alimentar melhor e compram aqui, por exemplo, castanha-do-pará. Antigamente não havia demanda deste tipo de produto. Quem ia comprar castanhas naqueles tempos?”, avalia Deivison, que tem clientes antigos e mais novos.

 

Entre os comerciantes da época em que o Mercado Central de Contagem foi aberto também está Amilton José da Silva, proprietário do “Laticínios Estância Mineira” e da lanchonete “Grão Fino”. “No início eu só tinha um box, e agora são três. No laticínio, temos artigos como vinhos, frios e doces. Na lanchonete oferecemos café, vitaminas, salgados e bolos”, destaca. Ele acompanha a evolução do Mercado. “Já vi muita gente chegar e sair. O que prevalece são os proprietários, que enfrentamos todas as crises. Eu comprei para ficar aqui, não para passar para frente. Não consigo ficar um dia sem vir para cá”, afirma.

Dos estabelecimentos mais recentes, a confeitaria “Miss SweetCake” funciona há três anos. Deisiane Inara Fonseca Vaz e a irmã dela, Daniela Romina Fonseca Souza, são sócias e responsáveis pelas iguarias doces, tradicionais e  criações recentes, como pastel de milho com Nutella. “Trabalhávamos em casa, com encomendas. Fomos incrementando a produção e vimos que precisávamos de um lugar específico para o nosso negócio. Estamos aqui desde então”, conta Deisiane.

Dayanna Mara Lima Silva é proprietária da “Naturalmente Fit Store”, há apenas dois meses no Mercado. Ela tem boas expectativas. “Vendemos castanhas, produtos sem lactose, sem açúcar e sem glúten e outros itens ligados à alimentação saudável. Temos um público bem específico e o negócio está caminhando”, diz.

Música e galeria de arte

O Mercado Central de Contagem mistura cultura urbana e interiorana, o antigo e o novo, em uma profusão de cores, cheiros e texturas. Tem área total de aproximadamente 19 mil metros quadrados, com 226 unidades (entre boxes e lojas), e chega a receber cerca de 800 visitantes diariamente. Passeando pelos corredores é possível imaginar-se dentro da antológica canção “Feira de Mangaio”, de Sivuca e Glorinha Gadelha, imortalizada por Clara Nunes: “Tinha uma vendinha no canto da rua / Onde o mangaieiro ia se animar / Tomar uma bicada com lambu assado / E olhar pra Maria do Joá”. Por falar em música, há apresentações todos os domingos no local, das 11 às 13h.

A exposição do projeto “Tudoaver” fica em uma das três entradas do centro comercial

Em uma das três entradas do Mercado está a galeria de arte do projeto “Tudoaver – Mostras de Arte em Contagem”, que também fica exposto no Centro Cultural de Contagem e no Big Shopping. As exposições mudam mensalmente. Neste mês, está no Mercado a exposição “Do ocidente ao oriente”, do artista iraniano Faris Dawwod, que pode ser conferida de segunda a sábado, das 7 às 19h30, e aos domingos e feriados, das 7 às 13h.

O “Tudoaver” é fruto da parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Juventude (Secej) e o Big Shopping. A ideia de levar o projeto para o Mercado Central foi debatida em janeiro de 2018, quando o prefeito Alex de Freitas se reuniu com a diretoria do centro comercial para ouvir demandas e iniciar o diálogo para a criação de projetos e atividades que ampliem o acesso ao local.

 

Mercado Central de Contagem
Endereço: rua Humberto de Moro, 391, bairro Inconfidentes
Horário de funcionamento: de segunda a sábado (das 7 às 19h30) e aos domingos e feriados (das 7 às 13h)

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