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Projeto sugere ‘bolsa material’ 

Programa existe em Brasília

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Bolsa material. Alunos da rede público teriam acesso ao projeto
PUBLICADO EM 13/02/15 - 04h00

Muitos alunos não gostam do Kit Escolar, e muitos pais, mesmo sem condições financeiras, não podem esperar a chegada do Kit e acabam comprando o material dos seus filhos assim que as se aulas iniciam. Diante disso, Carolina Fernandes Leite que tem dois filhos estudantes, teve iniciativa de sugerir a discussão do projeto Cartão Bolsa Material Escolar, diretamente ligado ao Bolsa Família – semelhante ao projeto que já executado em Brasília (DF).

De acordo com o projeto, o cartão Material Escolar seria usado por beneficiários do programa Bolsa Família com filhos matriculados na rede pública de ensino para comprar material escolar diretamente nas papelarias. “A compra exclusiva de material escolar deve ser garantida nas redes credenciadas na cidade com mecanismos que garantam a seriedade do sistema”, explica.

Ela ressalta que “o responsável familiar deverá retirar o cartão Material Escolar na instituição de ensino onde o aluno está matriculado e comparecer com o cartão em uma das agências selecionadas pelo governo municipal, portando documento oficial de identificação com foto, para cadastrar a senha, sempre no mês de fevereiro, para garantir o tempo de os pais comprarem o material. O valor só poderá ser usado para a compra de material”.

O texto também pondera que serão contemplados todos os filhos da mesma família, em um único cartão de débito, com o valor equivalente à soma de todos os filhos matriculados. “Os cartões são pré-pagos, com função exclusiva de débito, e os créditos inseridos terão validade de 90 dias. O crédito, no valor mínimo de R$ 226, será proporcional ao número de filhos”.

Ainda de acordo com Carolina, o material escolar só poderá ser comprado nas papelarias previamente autorizadas pelas secretarias de Educação, que poderá fazer uma parceira com a Associação Comercial e Industrial de Contagem, Câmara de Dirigentes Lojistas e com a Economia Solidária do governo municipal.

“Além de facilitar o acesso das famílias aos materiais, o programa ainda estimula a economia, pois as famílias vão até as papelarias credenciadas e compram o seu próprio material beneficiando a economia local”, finaliza.

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