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Vocação para ler e escrever

Estudante desperta nos estudos na biblioteca Cora Coralina da Funec Nova Contagem

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RICARDO LIMA/PMC/DIVULGAÇÃO
A estudante Camila Fernandes também desenha, canta e vai aprendendo os segredos do ukulele
PUBLICADO EM 07/09/19 - 12h54

Camila Fernandes, de 18 anos, mora em Nova Contagem desde que nasceu e hoje estuda da unidade da Funec no bairro. Ela está terminando o 3º ano do ensino médio e quando pode desenha, canta e vai aprendendo os segredos do ukulele, espécie de pequeno violão. Como qualquer jovem, Camila tem sonhos, anseios e dúvidas sobre o mundo. Uma característica define sobremaneira essa jovem: ela gosta de literatura. Lê e escreve com gosto para conhecer o mundo e a si mesma.

Mas Camila nem sempre foi assim. Essa vocação aflorou depois que ela passou a fazer parte do Café com Leitura, iniciativa iniciada em 2016 de incentivo à leitura e escrita na Biblioteca Cora Coralina, da Escola Municipal Ana Guedes Vieira / Funec Nova Contagem.

No Café com Leitura, durante o intervalo das aulas, os alunos apresentam trechos de livros e de músicas, de temas diversos, que são colocados em debate, com a mediação da bibliotecária da Cora Coralina, Cilene Ferreira, ou de algum professor. A bibliotecária lembra que as primeiras participações de Camila foram marcadas pelo silêncio e introspecção.

“A Camila era uma incógnita. Durante o Café com Leitura ela se sentava em um canto, abaixava a cabeça e não falava. Em um belo dia ela resolveu dizer que tinha um texto para ler, o que foi feito com muita expressão. Daí para frente, essa menina deslanchou”, ressalta Cilene.

Camila faz parte da primeira geração de estudantes do “Pensadores Fora do Eixo”, grupo formado em 2018 para incentivar a produção de contos autorais pela comunidade escolar da Funec Nova Contagem. Ela é a única que desde o início do grupo Comunicação Cora Coralina, balão de ensaio do “Pensadores Fora do Eixo”, permanece no grupo.

Nesta segunda reportagem da série sobre o “Pensadores Fora do Eixo”, Camila fala sobre sua participação e como isso tem potencializado suas expressões criativas. “Eu não tinha o costume de ler muito no ensino fundamental. Foi só depois do grupo que eu comecei a ler mais, a escrever mais, e isso é um conforto para mim. Depois que entrei para o grupo é que percebi que realmente gostava disso”, relata a estudante.

Segundo ela, a comunicação da Cora Coralina, produzida para divulgar os trabalhos do grupo nas redes sociais, era feita pelos antigos alunos. “O pessoal foi se formando e do grupo inicial sou a única que permanece na escola”, destaca.

O grupo de comunicação da biblioteca nasceu em junho de 2016 pela necessidade de divulgação da campanha de arrecadação de livros literários. Foi crescendo com o passar do tempo, se tornando importante para o andamento dos projetos extracurriculares da Funec Nova Contagem. Hoje, o grupo tem como objetivo o desenvolvimento de pesquisas, leituras, publicações e atividades extracurriculares, tudo voltado à comunidade escolar.

A divulgação desses trabalhos é feita nas redes sociais do grupo, alimentadas por alunos, ex-alunos e colaboradores, com a produção de textos, fotos e vídeos. O “Pensadores Fora do Eixo”, por sua vez, surgiu no contexto das iniciativas de incentivo à leitura, escrita e pesquisa na Funec Nova Contagem.

Grupo de “terapia”

O diretor da escola, Roberto Afonso Nascimento, confirma o potencial do grupo para fomentar a educação e fortalecer identidades. “A nossa unidade é muito diferenciada, principalmente no fomento à leitura. É um grupo que acaba se transformando em uma espécie de terapia de grupo mediada por professores ou pela (bibliotecária) Cilene. Isso contribuiu para a nossa participação na MiniONU da PUC-Minas, em BH, que será de 12 de 15 de outubro. Vinte e sete alunos da nossa escola participarão do evento”, afirma.

Embora os integrantes da comunicação da Cora Coralina tenham mudado ao longo do tempo, para Camila, a essência do coletivo permanece. “Foram chegando novas pessoas, mas a proposta do grupo continua a mesma, que é passar poesia, passar texto, voltar a galera de novo para a lei-tura, que é uma coisa muito difícil de a gente ver na escola”.

 

 

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