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Acílio Lara Resende

A Copa só amenizou a raiva que vai tomando conta dos brasileiros

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PUBLICADO EM 12/07/18 - 03h00

Sexta-feira, depois do jogo contra a Bélgica, sábado e domingo da semana passada foram todos dias muito tristes. O futebol será isso mesmo? Às vezes, fruto do acaso? Às vezes, pura sorte? Saí do prumo, leitor. Curti doído sofrimento, mas o que ainda me dói é o sofrimento de grande parte do povo brasileiro, que deposita no futebol alegria e tristeza. Ele tinha muitos motivos para confiar na seleção. O trabalho desenvolvido pela comissão técnica merecia resultado melhor.

Pode-se ter tristeza, mas reclamar do time não seria justo, tanto técnica quanto taticamente. Uma crítica justa? O dia era de Douglas Santos, como provou a partir do instante em que entrou em campo, e não de Gabriel Jesus. O time jogou muito bem. Se saísse aquele primeiro gol que a trave escorou, a história seria outra; se, além daquela bola na trave, aos quatro minutos de jogo, e do gol contra, tivessem entrado os dois chutes, no segundo tempo, de Philippe Coutinho e de Neymar, não só a história seria outra, pois Neymar seria eleito o maior jogador do mundo. E se Paulinho, Philippe Coutinho e Renato Augusto acertassem o chute quase que de dentro da pequena área?

Sexta-feira, 6 de julho, foi um dia realmente aziago. Poderíamos ganhar da disciplinada Bélgica de goleada. Seria o normal. 
A atriz Cláudia Raia não teve reservas: lamentou, profundamente, a exclusão do Brasil. “Fiquei muito triste”, confessou. Vê-se logo que ela não se deixou influenciar pelos maus momentos políticos por que passa o Brasil. Política não tem nada a ver com seleção canarinho. Infelizmente, porém, não foi isso o que aconteceu nesta Copa. Lamentavelmente, ela conseguiu, apenas, amenizar um pouco a raiva e o desespero que vão tomando conta dos brasileiros a passos largos. 

Peço licença, leitor, para deixar o futebol de lado, que nos encanta tanto, para voltar não à política em si, como ciência (que deveria ser posta em prática), mas a nossa diabólica prática política. 

Por pouco, quase se pratica, contra o direito e a justiça, verdadeiro calote. No domingo, em pleno final de Copa, com o povo anestesiado com a derrota para a Bélgica, o desembargador gaúcho Rogério Favreto, da 4ª Região (TRF-4), que se achava de plantão, de maneira absurda ou estapafúrdia, concedeu ordem de liberdade ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril deste ano. Tentou passar por cima de mais de um colegiado, mas, obviamente, não obteve sucesso. E o gaúcho ainda ligou para o delegado, segundo se noticiou nos jornais, aos berros, exigindo a imediata soltura de seu ex-mentor.

Mas quem é, afinal, o senhor Rogério Favreto? Foi filiado ao PT de 1991 a 2010. Em sua terra, em nome do partido e, obviamente, do aparelhamento do Estado, exerceu as seguintes missões: assessor jurídico da Câmara de Vereadores, procurador do Estado, assessor jurídico da ex-presidente Dilma, que, em 2011, foi a responsável por sua nomeação para o tribunal na vaga de advogado.

Não se iludam os incautos: PT e Lula obtiveram êxito na manobra previamente preparada. Ambos pautaram a mídia no último fim de semana. Tomara que o jurista Joaquim Falcão tenha razão: “O maior concorrente de Lula e do PT, nestas eleições, não é Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin ou Jair Bolsonaro. O maior concorrente é o atestado de réu por corrupção passado pelo Poder Judiciário”.

Agora, leitor, olho vivo na democracia!

Fortalecê-la, nas eleições, deve ser nossa única meta!

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