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Cândido Henrique

Onde estão os técnicos brasileiros?

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PUBLICADO EM 11/03/18 - 03h00

Dorival Júnior é a nova baixa entre os técnicos de grandes clubes do Brasil. Após derrota para o Palmeiras, por 2 a 0, no Allianz Parque, o São Paulo decidiu demiti-lo. E quem é o nome mais cotado para substituí-lo? O do uruguaio Diego Aguirre, ex-Atlético e Inter.

No entanto, dentro do próprio clube paulista, há uma linha de pensamento que virou tendência nos últimos gigantes que demitiram os seus treinadores: deixar o auxiliar-técnico como interino até o mercado se movimentar.

Desta forma, apareceram Fábio Carille, atual campeão brasileiro, Zé Ricardo, ex-Flamengo e atualmente no Vasco, e Jair Ventura, que levou o modesto Botafogo longe na Libertadores e que hoje está no Santos.

O Atlético faz o mesmo movimento e aposta em Thiago Larghi. Assim como os outros interinos, ele vive à sombra da demissão de um grande treinador ou de movimentos do mercado que possam interessar à diretoria.

Fábio Carille, por exemplo, vive esta sombra mesmo sendo o atual campeão brasileiro. Zé Ricardo teve o trabalho questionado rapidamente também no Flamengo e foi trocado pelo colombiano Reynaldo Rueda, que já zarpou do Rio.

O futebol brasileiro vive um momento de entressafra de seus treinadores. Times como o Cruzeiro, que têm um treinador consolidado no comando, devem valorizar isto e fazer de tudo para mantê-los.

A Raposa, hoje, é um oásis no futebol brasileiro. Nenhum treinador tem tanta estabilidade que Mano Menezes adquiriu. O trabalho dele na Toca da Raposa II já está bem estruturado, assim como a carreira do treinador. Isto traz uma vantagem ao time celeste na busca por grandes títulos em 2018.

Além de Mano Menezes, Renato Gaúcho, no Grêmio, também tem crédito e trabalho em andamento. Nos demais clubes, há apostas ou trabalhos embrionários, que trazem mais dúvida do que certeza para diretorias que esperam resultados de forma imediata.

As razões

A evolução tática do futebol europeu e a queda de resultados do futebol sul-americano conturbaram o ambiente do esporte no Brasil. A derrota por 7 a 1 não caiu apenas na conta de Luiz Felipe Scolari. Todos os treinadores pagam por isso.

A cobrança por atualização existe, mas não há um upgrade na forma como o dirigente e os torcedores brasileiros pensam o futebol. A cobrança do resultado faz com que o surgimento de novos nomes seja um verdadeiro milagre da soma de sorte com encaixe de elenco.

Larghi vive semanas de tranquilidade, quando consegue vitórias importantes, e de questionamento quando perde um clássico contra o Cruzeiro, por exemplo. Há a dúvida também se ele participa da montagem do elenco alvinegro.

Interino, ele não teria tanta autonomia, por exemplo, para pedir a contratação de um novo zagueiro para o time. Fora que uma sequência de derrotas nesta fase final abre um precedente para que a diretoria corra na busca de um treinador.

Fora a dúvida que fica na cabeça de todo mundo. Larghi continuará ou só está tampando lugar para quando Cuca puder, efetivamente, assumir um time de futebol?

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