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Editorial

Crise no trabalho

A sociedade observa com atenção as marchas e contramarchas da equipe de transição na consolidação do novo governo

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PUBLICADO EM 08/11/18 - 04h00

Com um novo presidente eleito pronto para tomar posse em 1º de janeiro de 2019, o Brasil vive um momento de muitas expectativas, e a sociedade observa com atenção as marchas e contramarchas da equipe de transição na consolidação do novo governo.

Chama atenção a transparência das “démarches”, pois nada, absolutamente, passa despercebido. Depois da campanha eleitoral, em que as redes sociais pontificaram, a imprensa volta a dominar a emissão das informações, cobrindo todos os atos da equipe de governo.

Também impressiona a sinceridade e até ingenuidade dos membros da equipe, inclusive do presidente eleito, que, no empenho de acertar, acabam cometendo gafes, algumas desastrosas, denunciando a falta de preparo para os negócios de Estado do governo que vem aí.

A última foi o anúncio, confirmado ontem, de que o novo governo pretende acabar com o Ministério do Trabalho, uma instituição de 88 anos, justamente no momento em que o Brasil atravessa sua pior crise de empregabilidade, com 13 milhões de pessoas sem ocupação.

Não é função desse ministério criar empregos, mas o Estado brasileiro precisa de um órgão que seja capaz de enfrentar os novos desafios do mundo do trabalho, preparando o mercado para as demandas que estão sendo impostas, sobretudo aos trabalhadores.

O governo precisa ter políticas para enfrentar o desemprego, potencializado, hoje, por exigências que estão sendo colocadas pela Quarta Revolução Industrial, que está mudando radicalmente a relação entre capital e trabalho, fragilizando em especial os trabalhadores.

Nessas circunstâncias, buscar o equilíbrio no mercado de trabalho por meio de um novo contrato é fundamental, de modo a reparar o desemprego estrutural e conjuntural que experimentamos. O governo não pode se omitir de desempenhar esse papel.

Esse ministério, hoje, é mais do que o regulador das relações entre patrões e empregados.

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