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Editorial

Ensino a distância

O MEC divulgou, ontem, os dados do último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade)

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PUBLICADO EM 10/10/18 - 03h00

O MEC divulgou, ontem, os dados do último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado de três em três anos, cada ano abrangendo uma área diferente. Em 2017, foram avaliados os cursos de bacharelado e licenciatura na área de ciências exatas e afins, como tecnologia da informação e desenvolvimento de sistemas.

Os resultados mostram crescimento na graduação a distância, em consequência de mudanças na legislação e também no perfil dos estudantes. Enquanto nos cursos presenciais o alunado é constituído de pessoas mais jovens, aqueles a distância são acessados por gente mais velha, que não teve oportunidade antes de cursar uma universidade.

Participaram do Enade 460 mil estudantes universitários de todo o Brasil. Pouco mais de 34% deles disseram que eram os primeiros da família a fazer um curso superior. Cerca de 22% ingressaram na universidade por meio de uma política pública, como o Prouni ou o Fies. Entre esses, 34% conseguiram ter acesso por meio do sistema de cotas.

O que chama atenção é o aumento do ingresso de estudantes na graduação a distância. Num ano, o crescimento foi de 27%, enquanto o aumento, na graduação presencial, ficou em 19%. No ano passado, ocorreu um boom, com 1 milhão de novos ingressos. O Ensino a Distância (EaD) já representa 33% de todos os ingressos no ensino superior.

Trata-se de um filão do qual estão se aproveitando as instituições de ensino privadas. O EaD já detém 21% do universo de alunos de curso superior. Graças ao financiamento proporcionado pelo governo, grupos econômicos que atuam na educação viram seus negócios prosperarem, apesar da crise fiscal do Estado e da recessão econômica.

Tudo isso seria muito bom se essa expansão tivesse correspondência na melhora da qualidade do ensino. Isso não aconteceu, mas, como disse um empresário do ramo, “se não houvesse EaD, essas pessoas estariam estudando?”.

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