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Editorial

Inflação controlada

A tendência é a inflação se manter baixa até pelo menos 2021, avaliam os analistas

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PUBLICADO EM 12/01/19 - 03h00

O IBGE divulgou, nessa sexta-feira (11), a inflação de 2018. Foi a menor taxa medida pela instituição em 20 anos. Pelo segundo ano seguido, ela ficou abaixo da meta do Banco Central, que era de 4,5%. Em 2017, ela foi de 2,95%.

Em 2018, os preços subiram 3,75%. Ela acelerou devido a uma pequena melhora na economia, com aumento da demanda, recuperação nos preços dos alimentos e reajustes nas tarifas das distribuidoras de energia.

O ano teve a greve dos caminhoneiros e a elevação do câmbio, o que pressionou os preços para cima. Os aumentos se deram nos custos de saúde, energia e gasolina. Juntos, subiram mais alimentação, transporte e habitação.

Estes constituíram dois terços, ou 66%, do resultado do IPCA em 2018. O maior impacto individual se deu na saúde, com aumento de 10% nos planos. A gasolina foi impactada pelo dólar e pelo preço do barril de petróleo.

Habitação, transporte e alimentação consomem, em média, quase dois terços, ou 59%, do orçamento das famílias. A falta de chuvas e os reajustes nos preços das distribuidoras de energia ajudaram a fazer pressão.

O resultado dependia da taxa de inflação de dezembro, que foi de 0,15%. Em novembro, houve deflação de 0,21%. Mesmo assim, o resultado de dezembro foi o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

A inflação de 2018 mostra o acerto da condução da política monetária do último governo, o que terá reflexos em 2019. A previsão é de um índice de 4%. Com inflação baixa, os juros não sobem. A taxa básica, hoje, está em 6,5%.

A tendência é a inflação se manter baixa até pelo menos 2021, avaliam os analistas. Os governos liberais têm, geralmente, a responsabilidade de manter estáveis os ciclos econômicos, atuando sobre o emprego e a inflação.

O desemprego caiu, mas permanece alto, em 11%. Nos EUA, ensina o professor Paulo Haddad, a política econômica tem um olho na inflação e outro no emprego. Aqui, pelo menos, a inflação não tem feito tanto mal.

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