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Editorial

O drama do SUS

Ao lado da educação e da segurança, a saúde está entre as principais demandas da sociedade brasileira

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PUBLICADO EM 07/12/18 - 03h00

Ao lado da educação e da segurança, a saúde está entre as principais demandas da sociedade brasileira. Apesar de destinar ao setor um dos maiores Orçamentos do Estado, per capita, o país é um dos que menos investem em saúde.

Em 2012, enquanto aplicávamos US$ 490 por habitante, o Reino Unido destinava mais de US$ 3.000 a cada um de seus cidadãos. Na América do Sul, Chile e Argentina investem US$ 550 e US$ 700 por pessoa, respectivamente.

O SUS é reputado como um dos melhores sistemas de saúde do mundo. No entanto, uma medição promovida pelo próprio Ministério da Saúde verificou que sua qualidade, numa escala de 0 a 10, ficou em apenas 5,5.

O sistema ressente-se de profissionais, de infraestrutura, da superlotação, da corrupção e do descaso. Apesar disso, o atendimento recebe, frequentemente, elogios pela excelência. O problema é a demora em obter vaga.

Nos últimos anos, àquelas deficiências se acrescentou mais uma: a demora ou falta de repasses aos municípios dos recursos destinados à saúde, em razão da crise por que passam muitos Estados brasileiros, incluindo Minas Gerais.

Aqui, os gestores estão sendo obrigados a administrar os serviços com verbas até 80% menores do que as previstas. Faltam recursos para novos programas, para obras e para pagamento de fornecedores de insumos.

A dívida com fornecedores chega a R$ 800 milhões, sendo R$ 253 milhões referentes a medicamentos. Por mês, a saúde teria de receber R$ 600 milhões do Estado; no entanto, tem recebido apenas R$ 100 milhões.

A dívida com os municípios é a maior da história de Minas. Em maio, os repasses não realizados chegavam a R$ 4 bilhões. Nessas circunstâncias, até a questão crucial do subfinanciamento deixa de ter importância.

Não dá nem para falar em má gestão da saúde se nem mesmo os recursos, que já são insuficientes, estão chegando a seus destinatários – a população carente, que não tem alternativa a não ser buscar o SUS.

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