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Editorial

O jogo está feito

Os brasileiros vão hoje às urnas para escolher seus futuros governantes, como o presidente da República e os governadores dos Estados, além de senadores e deputados federais e estaduais

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PUBLICADO EM 07/10/18 - 03h00

Os brasileiros vão hoje às urnas para escolher seus futuros governantes, como o presidente da República e os governadores dos Estados, além de senadores e deputados federais e estaduais.

Entre todos, a escolha do presidente adquire especial significação. Os eleitores terão à disposição nada menos do que 13 candidatos, mas, se não houver surpresa, os votos deverão se concentrar em apenas dois.

Nestes personagens, e num provável segundo turno, estará sendo jogada a sorte do país. Por artes da Constituição de 1988, que instituiu a figura de dois turnos, os mais votados terão um duelo pessoal a disputar no próximo dia 28.

Em teoria, a eleição em dois turnos parece racional e democrática, na medida em que transfere ao eleitorado a tarefa de escolher, entre vários candidatos, aqueles dois que têm mais condições de obter sua preferência.

Na realidade, o modelo limita o horizonte político, uma vez que faz o eleitorado optar por um dos lados, mesmo que esse não seja seu preferido. Institui-se, assim, um maniqueísmo, que nestas eleições, por pressão ideológica, já se manifesta no primeiro turno.

Ora, isso não é sábio, já que se corre o risco de eleger um candidato contra a vontade da maioria do eleitorado, como já aconteceu, o que vai se refletir na capacidade de governança dele.

Por isso que não há outra palavra para definir essas eleições do que a perplexidade, se se realizar o que se desenha. Hora de exercitar o conceito de “imaginação sociológica” de Wright Mills: a capacidade de visualizar a sociedade com um certo distanciamento.

Por meio desse exercício, os homens podem observar o que está acontecendo em sua volta, e compreender o que vai ocorrer com eles no futuro, como “minúsculos pontos de cruzamento de suas biografias com a história”.

Estamos embarcando numa aventura que poderá nos trazer desassossego e sobressalto, em vez de estabilidade e direção – o que mais precisam os brasileiros neste momento e no futuro. 

No mais, boa eleição para todos.

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