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Fernando Fabbrini

Pela evolução da espécie

A internet virou mesmo um caldeirão de asneiras anônimas e assinadas

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PUBLICADO EM 08/11/18 - 04h00

A internet virou mesmo um caldeirão de asneiras anônimas e assinadas, como afirmou Umberto Eco. Mas, estando à toa em casa num dia de chuva, vale pesquisar e descobrir bobagens que nos matam de rir.

Um gaiato criou um site dedicando-o a Charles Darwin. A página lista anualmente os protagonistas das mortes mais estúpidas noticiadas pelo mundo – óbitos causados por burrice, imprudência, idiotice elevada ao cubo. O site foi consagrado a Darwin sob a justificativa hilária, porém perfeita: “Essas pessoas ajudaram a melhorar a evolução da espécie humana retirando-se do planeta de maneira espetacularmente estúpida”. Seguem alguns vencedores recentes.

Um terrorista chamado Khay Rahnajet preparou uma carta-bomba e a enviou a determinada embaixada. Só que o envelope com a substância ficou pesado; os selos não foram suficientes, a carta voltou ao remetente, e ele a abriu. Piada? Não; verdade.

A dupla de terroristas montou um pacote para deixá-lo na estação de uma cidade do Oriente Médio. Ajustaram o relógio. Bum! A bomba explodiu antes, no carro deles, morreram ambos. Motivo? Maldito horário de verão! Tinham calculado pela hora do país natal e se esquecido de compensar esta horinha extra ao armar o embrulho bombástico.

Leiscester, Inglaterra. Um jovem chamado Darren W., membro de uma gangue local, é encontrado morto em seu quarto com um punhal cravado no coração. Depois de longas e rebuscadas investigações, descobrem que o jovem comprara uma jaqueta de couro “à prova de facadas”. Resolveu testá-la antes de sair para o crime. Como? Ora, da maneira certa: apunhalando-se no peito, com força.

Um instrutor australiano de kung fu exorta sua turma e afirma que, dominando a técnica marcial milenar, “terão coragem de enfrentar até um leão”. Um de seus fiéis discípulos ouve o conselho e leva a coisa ao pé da letra. Vai ao Zoo de Sidney, entra na jaula do leão, ensaia os primeiros golpes e vira sushi no almoço do felino. Só faltou molho shoyu.

Claro que temos um representante brasileiro. Para nós, o fato seria banal, mas para o site foi digno de nota. O compatriota quis fazer um gato na rede elétrica pra economizar na conta. Ligou direto do transformador da rua. Fritou-se com a mulher, a sogra e a picanha num domingo.

Um italiano de meia-idade, provando à amada que ainda era um garanhão, agarrou-se ao mastro da bandeira de um hotel de praia onde passavam uma temporada – do lado de fora, claro. Ali, pôs-se a fazer “sobes e desces”, exercitando os bíceps. Cansou-se ou sentiu-se mal e despencou. Oitavo andar.

Coreia do Sul. O entregador de encomendas vinha em disparada pelo corredor do edifício para pegar o elevador. Chegou um segundo atrasado, a porta acabara de se fechar. De birra, o rapaz usou o carrinho que empurrava como um aríete, trombando-o seguidas vezes contra a porta de aço – que, cansada do assédio, se abriu. Só que o elevador não estava mais lá. Desceram a jato direto ao térreo, carrinho e dono.

Na Croácia, terra de bombardeios recentes, um engenheiro – repito: engenheiro – encontra uma granada de morteiro não detonada nos fundos do quintal. Com a ajuda de uma providencial motosserra, resolve abri-la para extrair o explosivo e usá-lo “nas comemorações do Ano-Novo” – teria dito à família antes de entrar na oficina doméstica com o aparato. E antes do “bum!”

Finalizando, outra de ladrão. Como disfarce, o meliante compra um spray cor preta e pinta-se todo – rosto, braços, pés – antes de invadir a joalheria, armado com uma escopeta. Limpa as gavetas, bota tudo numa bolsa e desmaia antes de fugir. A tinta era especialmente tóxica. A funerária gastou baldes de solventes para deixá-lo mais ou menos apresentável.

A raça humana ficou livres desses. Mas ainda tem muita gente na fila.

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